segunda-feira, agosto 10, 2015

O pior dia da minha vida.

Dia 5 de agosto de 2015, quarta-feira. 
Nunca gostei de quartas-feiras, nem do mês de agosto.

A partir desse dia eu comecei a odiar quartas-feiras e agostos.

Eu estava sem fazer exame preventivo (Papanicolau) há quase três anos. Um anjo chamado Francielly me indicou outro anjo chamado Dra. Mary. Ela ainda me ajudou a marcar a consulta, porque eu nunca conseguia ligar. Fui me consultar nessa médica e achei ela meio doidinha, mas um amor! Pediu todos os exames do planeta para eu fazer. Mamografia? Só tenho 24 anos! Fiz. Preventivo? Fiz na hora em seu consultório. Exame de sangue completo, HIV e por aí vai.

Ela fez o que todo médico deveria fazer. Pediu exames para conhecer seu paciente. O resultado saiu. Mamografia, OK. Útero, OK. Preventivo... Opa, alguma alteração no resultado!

Muitos médicos me indicariam medicação para ver se “melhorava” a infecção. Ela me indicou uma biópsia. Fiquei com medo, confesso!

No outro dia eu estava lá fazendo a tal biópsia do meu útero. Não senti nada. Levei o material para análise. Dia 3 saía o resultado. Três é meu número da sorte, vai dar tudo certo.

Não saiu dia 3... Liguei pro laboratório e eles me informaram que sairia no dia cinco dia pela manhã. Então, na quarta-feira de manhã saiu o bendito resultado da biópsia. Li. Li novamente. E o chão se abriu. Não acreditei no que estava escrito ali.

Tumor.

Não gritei. Não liguei pra ninguém. Não consegui sair do lugar. Só chorei e chorei como nunca havia chorado.

Mil coisas passaram pela minha cabeça. Me visualizei de cabeça raspada e entrei em estado de choque. A primeira reação depois do choro? Procurar pelo nome do bendito na internet... Que porra que é o google, né?  Não me ajudou. Vi que não era um cisto, não tinha como ser benigno. Eu estava com diagnóstico de câncer no colo do útero.

Só quem recebe o diagnóstico de câncer, sabe a dor que você sente ao ler o resultado do exame.

Nas próximas duas horas eu li sobre quimio, radioterapia, medicação, tirar o útero, não ter filhos nunca mais. Pensei no casamento... Não ia ter mais casamento. Como eu ia casar careca, gente? A nossa cabeça é uma merda!

Voltei a raciocinar e liguei pra médica. Não precisei falar o que era, ela já sabia e me falou pra eu ir até lá no consultório. Uma amiga do trabalho me levou até lá (Renata maravilhosa que tentou me acalmar durante todo o caminho, rs!).

Esperei os quinze minutos mais longos da minha vida e entrei. Já entrei chorando e ela sabia o porquê da minha reação. Disse-me que pegou muitos casos de início de câncer de mama e no colo do útero no mês de julho. As mulheres andam muito descuidadas com o próprio corpo. E não estou falando aqui em dieta ou exercícios. Estamos nos esquecendo de fazer nossos exames básicos de todo ano!

Dra. Mary pacientemente me acalmou e disse que era sim um câncer e que eu não precisava me preocupar.

Eu, na minha cabeça já estava me questionando: por que eu? O que eu fiz pra merecer isso?

A gente sempre acha que nunca vai acontecer conosco... Mas acontece, amigas!
Eu, 24 anos, recém formada, noiva, com a data marcada do casamento.

Até que minha médica falou: “A gente já tirou ele! Tava bem no início e eu tirei tudo. Por isso que o material foi um pedaço grande. Agora vou te passar uma medicação e vamos fazer acompanhamento a cada 3 meses”.

Consegui respirar de novo. 
A cabeça ficou clara novamente. 
Ainda estava tentando compreender o que ela dizia.
É isso. 
Não tem mais nada!

Se eu não tivesse feito o exame do preventivo eu não descobriria. Ele ia continuar crescendo e eu só iria descobrir quando essa porcaria dessa doença tivesse se alastrado pelo meu útero e eu começasse a ter sangramentos.

Mulheres, por favor, se vocês tem amor por suas vidas, façam seus exames de preventivo e check up anual, se possível acompanhamento com ginecologista duas vezes por ano. O exame ginecológico é um dos mais importantes exames para a saúde da mulher. O exame é simples, e tem reduzido as mortes por câncer de colo de útero em 70%. 
O preventivo é indolor, simples e rápido. Pode, no máximo, causar um pequeno desconforto que diminui se a mulher conseguir relaxar e se o exame for realizado com boa técnica e de forma delicada.
O sucesso do teste é porque ele pode detectar doenças que ocorrem no colo do útero antes do desenvolvimento do câncer. O exame não é somente uma maneira de diagnosticar a doença, mas serve principalmente para determinar o risco de uma mulher vir a desenvolver o câncer. 
Quem pode e deve fazer o exame? Todas as mulheres com ou sem atividade sexual devem fazer o exame anualmente. O exame completo é constituído do exame das mamas, o autoexame da mama é um exame mensal que a mulher pode fazer em si mesma para verificar a presença de câncer nos seios.


Se cuidem, amigas! ♥ 

sexta-feira, julho 17, 2015

A vida dela é torta.

Você sabe a diferença dos seus sorrisos sarcásticos e felizes? Sabe que não deve opinar sobre sua família, nem falar mal dos seus amigos?

A vida dela é torta. Não se esqueça disso. Ela sempre acorda com sono e mau humorada. Sempre.

Pra ela, tudo tem nome de “coisa”. O controle remoto é uma “coisa”. A bolsa é uma “coisa”. O talher é uma “coisa”. Até o cachorro é uma “coisa”. Certa vez, ela disse tô-sentindo-uma-coisa-estranha. Pra mim, era um mau pressentimento. Ou fome. Ou cólica. Sei lá. Era amor. Amor-coisado, ela disse.

Ela é toda sinais. Corta o cabelo quando quer mudar de vida. Mais de cinco centímetros é porque ela quer revolucionar o mundo. Cuidado nesses momentos. As cores das unhas e das lingeries determinam sua libido. Normalmente é vermelho, mas não tem nada haver. É por que ela adora essa cor.

Mas ela também sabe fingir. Vai fingir não se importar, ser forte, ser esperta. Vai fingir até que não precisa de você, mesmo quando ela estiver com trinta e nova de febre e batendo recordes de espirros por segundo. Não ligue. É porque ela não quer que você a encontre com o nariz todo vermelho, tossindo feio e com a garganta inflamada.

Ela bebe e come muito doce quando fica brava. Bebe quando quer, sem ocasiões especiais. Certo dia, saiu do trabalho puta da vida, parou num bar e pediu uma heineken. Ela ama heineken. Mas ela sabe aproveitar um belo achocolatado, também. Vai parecer durona, vez em quando. Mas é menininha, vai por mim. 

Ela não se importará em dividir a conta. Caso você proponha pagar tudo, ela não deixará, mas mesmo assim ficará feliz com a tua atitude. E com o tempo, ela deixará você pagar a conta sozinho às vezes. Muito provavelmente, em alguma quinta-feira qualquer, irá te ligar no meio do expediente só para te passar uma notícia boa e vai dizer que deseja comemorar na pizzaria predileta dela: Don Camaleone. Ela ama comemorar comendo pizza!

Ela vive num eterno questionamento sobre si. Faz besteiras e logo se arrepende. Mas acredita que todo erro existe para o aprendizado. Não a julgue por isso. Nem tente entendê-la.

quinta-feira, julho 16, 2015

A menina cheia de dúvidas

Nunca fui uma pessoa de boa sabedoria em o que fazer da vida. Sei lá. Sempre me deixei ser assim: cheia de dúvidas. Com qual cara sair? Com qual vestido vestir? Calcinha ou sem? Batom ou brilho? Como uma pizza e corro pela manhã ou como salada e durmo até tarde?

Dúvidas normais, vai.

Tenho uma queda em ser estúpida, também. Não sei pedir atenção. Já começo falando e aumento o tom até roubar alguns ouvidos. Odeio que me apressem, que me façam mais perguntas do que um juiz em um tribunal e que reclame de coisas simples, do tipo por-que-você-sempre-deixa-a-calcinha-pendurada-no-box?

Porque eu gosto.

Gosto de muita coisa até mudar de opinião. Quase nunca assumo que mudo de opinião, mas sei assumir meus erros, também. Acontece que quando erro, penso estar fazendo o certo e ao pensar assim não é errado pra mim, entende?

Tô sendo confusa demais?

Nunca fui boa em ser lida. Nunca fui fácil de interpretar. 
Tenho queda à loucura e quando estou amando viro mais porra louca ainda.

Tapo os ouvidos, abro um sorriso e um sigo errante – até eu mesma me consertar.

Por: Hugo Rodrigues.

segunda-feira, fevereiro 09, 2015

My Owl. Três. Nove.

Finalmente terminei minha coruja. 
E não passou. Doeu. Ardeu. Queimou. Inchou. Nasceu. Minha coruja linda.
Depois, parei pra ver as coincidências da vida. Tava lá tatuado na minha pele: 3 horas. A hora que nasci, meu número da sorte.

7/2, este foi dia que marquei pra finalizar a tattoo. Sete + Dois = Nove. 
Nove meses. Foi o tempo que demorei pra terminar ela. 
O tatuador finalizou e o sino da igreja do Centro de Vitória tocou, 12 horas.
Meio dia em ponto! Um + Dois = Três.

Eu não percebi na hora. Depois comecei a pensar. Nada foi feito pensado, foi uma dessas coincidências da vida. Os dois números que regem a minha história... Três e Nove. 

O que isto significa? Pode talvez não significar nada. Mas pra mim sempre vai haver a dúvida... Porquê é sempre três ou nove?





sábado, setembro 13, 2014

O sonho

A gente tinha um sonho. Quando a gente tinha 11, 12 anos sonhamos em montar uma banda, fazer intercâmbio nos EUA e curtir a vida... O que deu certo mesmo foi a última coisa: nós sempre curtimos a vida!
Com o passar dos anos o sonho de cada uma mudou. Com 15 ela já sonhava com a Inglaterra e eu com Paris. Este mês o sonho dela vai  se realizar e o meu vai ser realizado também. Quem diria que isso poderia acontecer de verdade?
Hoje eu não vou ser egoísta, como fui muitas outras vezes com ela. Hoje vou somente agradecer. Agradecer por ter a oportunidade de compartilhar uma amizade por tantos anos, por ver o sonho dela se realizar. E ainda que fique um choro engasgado na garganta. Um ano. Em um ano tantas coisas acontecem...
Em um ano eu posso ter mudado de cabelo, ter feito mais uma tatuagem, ter ficado noiva, só não vou casar! Você tem que tá aqui no meu casamento! Ah, amiga. Desculpa por todas as crises de ciúmes e por todas as vezes que fiquei sem falar com você por meses. A gente seguiu caminhos tão diferentes, e apesar das brigas a gente sempre esteve por perto em todos os momentos importantes. Eu não vou estar por perto desta vez. Só na despedida. Se cuida!
Aproveita bastante e curta a vida como nós duas já curtimos juntas tantas outras vezes. Boa viagem, amiga! Amo você ♥

quinta-feira, agosto 21, 2014

Four years of Luv.

Há exatos 4 anos atrás, eu o conheci.

Renata, uma amiga minha, sabendo que eu estava mal, me chamou pra ir numa boate. Aceitei.
Quando eu estava quase pronta ela me ligou... Renatinha descobriu que o VIP que ela tinha ganhado pra boate, era pra sexta (do dia anterior) e não pro sábado. Fuéénnn...
Fomos pro triângulo assim mesmo. Eu precisava de uma festa pra melhorar meu humor! Descobrimos que tinha uma calourada de medicina no Ilha, Open Med. Comemos no subway, compramos os ingressos e entramos. Meia hora de rock. Ele apareceu para cumprimentar Renatinha e eu o conheci. 
Poderia ter conhecido ele em Fevereiro no aniversário dela, mas eu não fui.
Poderia ter conhecido no réveillon de 2010 em Praia Grande que meus amigos foram, mas eu não fui.
Poderia ter conhecido na festa da Emescam do ano anterior (2009), mas quando ele chegou na roda de amigos que eu estava, eu já tinha ido embora. 
Ou em uma micareta (em 2006 ou 2007), não o vi. Neste dia, já tinha ouvido falar nele.
Poderia ainda ter conhecido ele em milhares de Calouradas de Engenharia que eu fui, mas não conheci. (Talvez eu tenha visto ele por lá. Ele pode até ter me servido cerveja, mas eu estava muito bêbada pra lembrar do rosto dele).
E tantas outras festas que a gente poderia ter se esbarrado, mas não era o dia.


O dia foi 21, o mês foi agosto, o ano 2010. Em uma festa que não estava programada, em uma época que eu não queria me envolver com ninguém e em um dia que eu só queria curtir com meus amigos (que apareceram por lá depois de eu ligar e mandar sms desesperadamente). 
Eu estava feliz. Depois de muitas semanas ruins, eu estava rindo e sendo eu mesma. 
Ele voltou no meio da madrugada, eu o aceitei naquele momento. 


Todo dia 21 eu conto essa história de uma maneira diferente.

quinta-feira, julho 31, 2014

Pedaços de mim

Eu sou feito de
Sonhos interrompidos
detalhes despercebidos
amores mal resolvidos

Sou feito de
Choros sem ter razão
pessoas no coração
atos por impulsão

Sinto falta de
Lugares que não conheci
experiências que não vivi
momentos que já esqueci

Eu sou
Amor e carinho constante
distraída até o bastante
não paro por instante

Tive noites mal dormidas
perdi pessoas muito queridas
cumpri coisas não-prometidas

Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar
pensei em fugir,para não enfrentar
sorri para não chorar

Eu sinto pelas
Coisas que não mudei
amizades que não cultivei
aqueles que eu julguei
coisas que eu falei

Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo
lembranças que fui esquecendo
amigos que acabei perdendo
Mas continuo vivendo e aprendendo.


Martha Medeiros

terça-feira, julho 29, 2014

Vício

Numa escala de perigo zero a dez ela é onze
Sua áurea é cor de ouro seus olhos são cor de bronze
Seu sorriso carrega uma luz divina
Mas sua tpm é a bomba de hiroshima
É a dor de cabeça e a própria aspirina
É o doce do licor num gole de gasolina
É a comédia que te faz chorar de rir
E o filme de terror que te deixa sem dormir
Ela é trama no drama, drama na trama,
É a chama no salto, é o álcool na chama.

Rashid

segunda-feira, julho 28, 2014

Paciência


Já não tenho paciência para algumas coisas, não porque me tenha tornado arrogante, mas simplesmente porque cheguei a um ponto da minha vida em que não me apetece perder mais tempo com aquilo que me desagrada ou fere. 
Já não tenho pachorra para cinismo, críticas em excesso e exigências de qualquer natureza. Perdi a vontade de agradar a quem não agrado, de amar quem não me ama, de sorrir para quem ...quer retirar-me o sorriso. 
Já não dedico um minuto que seja a quem me mente ou quer manipular. Decidi não conviver mais com pretensiosismo, hipocrisia, desonestidade e elogios baratos. Já não consigo tolerar eruditismo seletivo e altivez acadêmica. Não suporto conflitos e comparações. Acredito num mundo de opostos e por isso evito pessoas de carácter rígido e inflexível. 
Na Amizade desagrada-me a falta de lealdade e a traição. Não lido nada bem com quem não sabe elogiar ou incentivar. Os exageros aborrecem-me e tenho dificuldade em aceitar quem não gosta de animais. E acima de tudo já não tenho paciência nenhuma para quem não merece a minha paciência.


José Micard Teixeira

quinta-feira, maio 29, 2014

my baby owl

Sobre a minha tatuagem de Coruja, muitos me perguntam sobre o significado. 

Corujas são parte de uma das espécies de aves fascinantes que tem sido presente no imaginário coletivo, lendas e folclore de vários povos ao longo da história.

A primeira coisa lembrada ao se falar de tatuagens de corujas é a sabedoria e experiência, possivelmente tendo sua origem na cultura grega, onde as corujas eram o pássaro sagrado que acompanha a deusa Athena. As corujas também são lembradas por serem animais caçadores noturnos tendo uma grande simbologia espiritual, sendo conhecidos também como “Anjos da Morte”, ou “Deusas da Noite”, sendo consideradas mensageiras para bruxas, magos e sua relação com o lado espiritual.

Na verdade, se olharmos para trás na história e se pensarmos um momento no lugar de todas as lendas e outros povos, não é difícil entender que, com a sua elegância, seus grandes olhos, garras afiadas e beleza em geral, as corujas são ótimas opções para desenhos de tatuagem.

Gosto desse animalzinho intrigante! Acho a coruja um animal meigo que surpreende com seu lado mais obscuro. Fiz questão de colocar entre as asas um relógio no coração, marcando três horas. Para ficar claro, 3 horas da manhã foi o horário que nasci. O número três tem um significado muito grande na minha vida e eu tenho uma ligação muito forte com esse número. 
 Gosto muito de ler e como a coruja é o símbolo da sabedoria, quis colocar ela em cima de um livro pra lembrar de todas as histórias que li. Mas o livro em questão também representa o livro da minha vida e a história que estou escrevendo no mundo, está em branco porque cada dia é uma nova história pra eu viver.
 Os óculos são pra dar um 'charme', rs. Não queria uma coruja 'normal' e como também sou míope, quis fazer uma coruja míope, ahahaha. 
Além de tudo isso, pra mim ela é um símbolo de proteção. Está na parte de trás da minha panturrilha pra proteger onde não posso ver.


quarta-feira, maio 14, 2014

C o r u j a


Há tempos não escrevo neste blog que um dia foi quase meu diário...
Passei por momentos difíceis, uma crise interna e externa que nunca acabava.
E somente eu poderia consertar isso internamente. Tentei.
Meu orgulho é enorme, não pedi ajuda. Tentei.
Os dias foram ficando cada vez piores. 
Eu ficando cada dia mais estressada.
Tentei até o dia que entendi que não dava mais. 
E tentei entender porquê chegou até este ponto.
Não entendi. 

Os dias ficavam cinzas e eu ia ficando pior. E tudo em volta ficava pior. 
Até que me rendi.

Me rendi e pedi ajuda. Pedi pro universo, pra Deus, pros anjos, pros Deuses, pra quem pudesse me ajudar a renascer de novo. 
Chorei e me rendi ao choro.

Naquela semana eu renasci. 
Alguma coisa tinha mudado e eu não sei explicar o que.
Voltei a sorrir. Passei o primeiro final de semana, de tantos outros, sem chorar. 

Maio chegou e me trouxe paz. 
Fiz minha coruja tão sonhada. Doeu, como tantas coisas me doeram todos esses meses. Mas ela está cicatrizando e está linda! É isso. 
Dói, mas cicatriza e no final é só beleza.

_______________________________________________________


13-05-2014 - A PROMESSA

Achei meu anel de formatura que perdi na mudança em Janeiro. 
De tantas explicações que me deram por eu ter perdido ele, uma me tocou. 
Uma senhora me disse que eu estava apegada demais às coisas materiais e por isso o anel me foi tirado. 
Tentei, por tantas noites, entender porquê o universo entendeu que eu sou uma pessoa materialista. 
Não entendia. Tomei tanto cuidado pra não perder durante a mudança...

No final, ele sempre esteve perto de mim. Praticamente na minha cara! 
Uma lição que eu ainda estou tentando entender...

Fiz uma promessa de ficar um ano sem comprar roupas a partir do dia que eu achasse ele. 
Até dia 13/05/2015, vou tentar a todo custo cumprir essa promessa. 

Obrigada,
Deus, São Longuinho, Universo, Anjos, Destino e todos que colaboraram. rsrs.

quarta-feira, agosto 21, 2013

3

Dois mil e dez estava complicado... Agosto então? Sempre foi o mês que mais odiei na vida! Sempre acontecem coisas ruins comigo nessa época. E agosto, o mês do desgosto, nunca acabava.
Há exatos três anos, saí de casa sem rumo com minha amiga Renata. Chegando no Triângulo, descobrimos uma festa no Ilha: Open Med. O cambista disse: 'é open bar' e nós não pensamos duas vezes. Comemos no subway e subimos a ladeira do Ilha. Liguei para uns amigos, que mais tarde chegariam pra completar a festa. No início da festa apareceu um rapaz e Renata me apresentou, trocamos duas palavras e fui buscar cerveja. Meus amigos chegaram, a noite estava ótima. Open bar, Mc Jefinho Faraó, eu e Larissa... Loucura!! No meio da madrugada volta ele com um sorriso meio embreagado e eu num estado alcoólico significativo, não resisti.
Caio F. Abreu narrou esse momento alguns anos antes: "Com a lucidez dos embriagados, haviam-se reconhecido desde o primeiro momento. Ou talvez estivessem realmente destinados um ao outro, e mesmo sem o álcool, numa rua repleta saberiam encontrar-se. O fulgor nos olhos e a incerteza intensificada nos passos fora a pergunta de um e a resposta de outro".
O depois não foi fácil, aliás, eu não sou fácil (de se lidar). Conversas, encontros, desencontros e muita cerveja depois, nós começamos a namorar. Tantas calouradas, shows, micaretas, viagens nesses três anos. Dinheiro jogado fora? Que nada! Diversão pura! E é assim nosso relacionamento, pura diversão. Com um pouco de drama e confusão pra confirmar ao mundo que não somos perfeitos.
Não são três anos de namoro (ainda), mas quero agradecer. Porque desde o minuto que entrou na minha vida, ela mudou pra melhor e eu sou grata à você. Te amo, meu baby luv.

terça-feira, junho 25, 2013

Diário de uma gordinha.

Anemia + triglicerídeos alto + carência de B12 = Dieta restritiva + 4 remédios por dia + 1 injeção a cada 5 dias.

Dia 01 - 17/06/2013
Levei várias vasilhas com minhas comidas separadas. Café da manhã, fruta pós almoço, lanche da tarde e a salada do jantar (como ia nadar depois do trabalho, tive que levar pra comer lá). Choquei quando vi que não era uma porção de castanhas e sim míseras DUAS castanhas no café da manhã.
Almocei no restaurante vegetariano e foi super tranquilo cumprir a dieta. O difícil mesmo foi comer salada sem tempero, só com azeite :(

Dia 02 - 18/06/2013
Rainha das vasilhas = eu. Ainda tô achando o leite com aveia e banana meio sem gosto porquê não tem açúcar. Mas já acostumei a comer as duas castanhas e só. Cheguei em casa e não quis comer a fruta da janta, acho que pode, né?

Dia 03 - 19/06/2013
Fui almoçar na expressa e foi uma porcaria. Não gosto de feijão, mas como tá na dieta eu fui comer... O feijão era preto e tava duro! Aff. O-D-E-I-O! Comi sem vontade.

Dia 04 - 20/06/2013
Tudo tranquilo. Tô me acostumando. Não lanchei a tarde porque o pão integral acabou. Hoje não segui muito bem a dieta... Fui pro protesto #vemprarua com Marcos. Cheguei em casa e não comi nada, mas não senti fome.

Dia 05 - 21/06/2013
O pão integral pro café da tarde acabou, então fui na padaria comprar um sanduíche. "Moça, me vê um misto com pão integral e queijo branco. Duas fatias e nada mais". Triste. Tinha tanta coisa gostosa...
Cheguei em casa e não quis comer mais nada.

Dia 06 - 22/06/2013 - Sábado
O dia mais difícil. Tomei café da manhã normal. Tive que sair com Marcos e comprei uma salada de frutas no caminho (para o lanche da manhã), tava ótimo. Aproveitei e comprei uma porção de salada e um sanduíche pra mais tarde. Fomos pra festa de 1 aninho da prima dele. Sofri. Tinha caldo, cocada, bananada, docinhos de todos os tipos e muita comida. Comi meu arroz, minha salada e 3 pedaços de pão de alho (escorreguei). Na hora do parabéns, todos comeram bolo e eu fui pro meu sanduíche da tarde. Fui embora sem comer nenhum doce. Sobrevivi.

Dia 07 - 23/06/2013 - Domingo
Dia de domingo é sem horário pra tudo... Não tinha mais leite pra minha vitamina de toda manhã, então tomei iogurte e minhas duas castanhas. No almoço, arroz, salada e soja refogada. Dormi a tarde toda e pulei o lanche. A noite comi minha salada com um pouco de soja. Enfim, o final de semana acabou.

Dia 08 - 24/06/2013
A banana acabou... Tive que levar o leite e a aveia pro trabalho e bati tudo lá. Não comi a fruta da manhã, quando vi já era meio dia. Comi feijão hoje, em outro restaurante, e tava bom (era vermelho \o/). Comprei mais pão integral e queijo, comi no horário certo. A noite, comi minha salada com um pouco de 'moquequinha de ovo com chuchu' que minha mãe fez. Como na dieta tava escrito que eu podia comer clara de ovo cozida a noite, não achei errado comer. E chuchu não faz mal a ninguém, então comi sem peso na consciência. rs

Dia 09 - 25/06/2013
Tudo lindo. Hoje pela primeira vez eu trouxe o almoço, o que é muito melhor (pra mim e pro meu bolso também). Trouxe meu pão prontinho.

(continua)

quinta-feira, maio 23, 2013

Preconceito

 Eu, que sou branca, de classe média, estudei por toda minha vida em colégio particular, sofri preconceito. As características descritas na frase anterior me fazem melhor do que as outras pessoas? Não. Sofri preconceito quando tive cabelos coloridos (rosa, roxo, azul, etc), por causa das roupas que usava (uma vez saiu um boato na escola que eu era lésbica, só porque eu usava bermudões), por eu ser ovolactovegetariana e agora passei pelo preconceito da tatuagem.
 Não posso me iludir e falar que o preconceito não existe, sim, ele existe e não é somente com pessoas tatuadas. O preconceito existe com qualquer tipo de estereótipo que seja diferente da sociedade brasileira. É justamente por conta que nos dias atuais as pessoas vem mudando, as pessoas vem lutando por causas, mesmo que sejam através do Facebook ou assinaturas pela internet.
 Tenho seis tatuagens pequenas, duas delas são um pouco mais expostas (pulso e dedo). Tenho pensado em fazer uma de tamanho médio, no braço ou na panturrilha. O que ouvi quando falei? Você é doida, vai perder o emprego, as pessoas vão falar de você por aí, porque você quer estragar seu corpo etc.
 Eu gostaria de saber de que forma podemos afirmar que uma pessoa tatuada é menos capacitada que uma pessoa não tatuada? E quem disse que a imagem dessa pessoa é negativa? O Conservadorismo deveria estar ligado ao caráter e não a aparência física. Você não é melhor ou pior por que é diferente.
  Nunca aceite este tipo de desculpas, porque são por causas destas “desculpas” que a coisa vai piorando, até chegar o dia que você vai perder uma vaga de emprego porque tem tatuagem, como se tatuagem por algum motivo mudasse ou alterasse sua qualidade profissional. Não é com desculpas que uma pessoa “se livra do preconceito”, só se acaba com isto, quando realmente a pessoa tiver conhecimento sobre a cultura, estilo de vida aprofundado, porque, você pode apostar, quando você conhece algo, você pode não gostar, mas você respeita, porque existem pessoas que gostam e seguem este estilo de vida, ou cultura.
  Existem pessoas que dizem que, ao fazer uma tatuagem você entra em um grupo 'diferente' e tem que aguentar as pessoas te olhando torto porque você escolheu ser diferente. Queridos, eu não preciso aguentar preconceito de gente que não conheço, eu não fiz tatuagem para estar em um grupo, ou ser identificado, não virei vegetariana para entrar em alguma seita, não pinto meu cabelo de vermelho pra chamar atenção.
 Qualquer pessoa pode ter tatuagem, desde um executivo alto padrão, até um vendedor de loja. Tatuagem não tem perfil, pessoas tatuadas não tem um perfil, a tatuagem é uma arte que representa muitas vezes situações das pessoas e ninguém, mas ninguém mesmo, tem o direito de julgar você, sem ou com tatuagem.
 Tudo que é diferente assusta. Vivemos em uma sociedade aonde para ser aceito todos tem que pensar e agir igualmente aos outros. Eu não concordo e não me encaixo. Mas veja bem: se assustar é totalmente diferente de falar mal, menosprezar, apontar. Você pode me perguntar o porquê de eu ter virado vegetariana, porquê eu tatuei tal coisa ou porquê eu pinto o cabelo de vermelho cereja. Mas não me venha com perguntas carregadas de preconceitos e ironias, pois eu vou te ignorar.
  Então eu decidi não ter medo e entendi que se eu escolher fazer a minha tatuagem em um lugar visível ou não, isso não vai mudar meu caráter muito menos a pessoa que sou.
Querido(a), você que está lendo este texto e tem vontade de fazer uma tatuagem e tem 'medo do que os outros vão pensar', saia agora e vá fazer sua tattoo.

sexta-feira, maio 17, 2013

Hey you!


Foi inesperado e, justamente por ter sido inesperado, foi perfeito. Foi uma sensação estranha, mas foi um “estranhamento” agradável, bom de ser sentido, curtido, apreciado.
Ele, por sua vez, mesmo sem ser convidado, apareceu. Na verdade apareceu umas três ou quatro vezes em épocas diferentes. A grande questão é saber diferenciar todas essas variáveis até chegar naquele dia em que era pra ser. Ou pelo menos o dia que julguei valer a pena me arriscar – de novo. E quando aconteceu, a satisfação de não mais precisar procurar é inigualável. Não me importo muito com créditos, quem encontrou quem. Até prefiro pensar que fui encontrada. Dá pra me sentir premiada, vencedora de uma loteria com cinco continentes e 7 bilhões de possibilidades.

Tudo é muito simples. Simples como passamos do primeiro olhar bêbado em uma festa para a simbiosidade de um casal urbano. Simples como convencê-lo a comer cachorro-quente quase todas as sextas. Simples como deixar a tampa da privada levantada e levar um tapa na nuca por isso. Simples como puxar propositalmente o cobertor durante a madrugada só para levar uma bronca bêbada de sono e, de quebra, tê-lo juntinho de mim devido ao frio. Simples como obrigo ele a passar em frente a uma loja de joias e dizer quais modelos de relógio gostei – quando na verdade ele já decorou os tipos, preços e códigos de todas as alianças da vitrine. É simples assistir a mais um episódio de Ink Master e dormir nos primeiros três minutos no seu colo. É simples sentir sua respiração vagarosa, profunda, calma. É simples ficar observando sua boca entreaberta, seus lábios grossos e deliciosos. Simples como ter a certeza de que, no final do dia, tudo sempre é por ele. Tudo sempre foi por ele.

A perfeição atravessa discretamente profundos olhares secretos, a alma suspira a renovação do corpo, a vida retoma todas as suas formas, o absoluto, simples como amar, simples como dizer eu te amo.

Adaptado do texto de Cleyton Carlos Torres.

quarta-feira, março 06, 2013

Lugar ao Sol


Não tenho vergonha de falar que sou fã de CBJr. Cresci ouvindo os caras, tenho coleção dos CDs deles antigos. Só usava bermudão largo e achava que era maloqueira sk8 board. Ahahaha.
As letras das música já me fizeram me sentir bem em muitos momentos da minha vida. Aprendi muita coisa. Pra mim, o Chorão é foda!
Fez parte da minha adolescência e ainda faz. O primeiro show que vi dos caras foi com Raimundos. Fiquei muito louca, invadi a área vip, fiquei de cara pro Chorão e em vez de curtir eu só chorei. Sei lá, era um sonho de menina ver o Charlie Brown tão de perto. Curti demais. As fotos ficaram super loucas, mas eu perdi a câmera em algum momento entre a bebedeira e quando eu era jogada pra cima por desconhecidos. O lugar estava vazio, mas os caras arrebentaram no show como se tivesse 10 mil pessoas lá.
 No começo do ano passado a JP fechou um camarote para os funcionários em um dos shows do verão da Mais. E qual banda escolheram? Charlie Brown! E foi o melhor show dos caras aqui no ES. Sério. Foi lindo! Eles cantaram muitas músicas antigas, fizeram um show espetacular. Chorão estava bem, tava inspirado. Não agüentei e desci pra pista. Lembro que virei pra Marquinhos e falei ‘Não fui feita pra assistir show do CB em camarote, vamos descer!’. Nós descemos e curtimos o show no meio da muvuca. Chorei quando ele cantou ‘Lugar ao Sol’, pra mim uma das melhores músicas dele. No final, tentei entrar no camarim com crachá da Pan. Chorão se trancou e não quis atender ninguém. Justo, depois de um show do caralho o cara merecia descansar. Consegui tirar uma foto com Champignom, lembrei de todas as vezes que os dois discutiram e agradeci por estar ali naquele momento, naquele lugar, no primeiro show com a banda original formada há anos atrás. Foi lindo!
 O último show que fui deles também foi em 2012, acho que agosto, no Ilha. Não se compara ao show que os caras fizeram em Guarapari. Chorão entrou drogado, e eu sei a diferença entre ele entrar louco de bebida e de droga. Não foi tão bom. Ele não falou coisa com coisa, falou mal do Champignom etc. Falou mais do que cantou. Foi um show rápido, mas é sempre bom ver seu ídolo.
 Guardo na memória e no coração o show feito em Janeiro de 2012 na Mais. E ainda tenho o áudio! A Pan reproduziu o show ao vivo na programação. Um dia vou conseguir ouvir de novo. Não hoje.

Os homens podem falar
Mas os anjos podem voar
Quem é de verdade
Sabe quem é de mentira
Não menospreze o dever
Que a consciência te impõe
Não deixe pra depois
Valorize a vida.

RESPEITO É PRA QUEM TEM!

R.I.P. CHORÃO ♥

sexta-feira, março 01, 2013

Cola em mim

Homem bom é aquele que gruda. Que cola em você como unha-de-gato em muro. Que não te larga nem na hora do exame de sangue. Segura a sua mão até quando dorme.

Que, como num jogo teatral de contato improvisação, não deixa de tocar em você nem por um suspiro e se soltar for preciso continua tocando com os olhos.
Eu gosto é do agarro.
Já corri muito de cara grudento. Um auto-boicote ao amor. Se ele cumpria a promessa de ligar no dia seguinte, o bafômetro acionava alto teor de cobrança, loucura, maridices e outras fantasias que me davam medo. Um jeitinho da cabeça pra que eu continuasse solteira. Aí, andava atrás dos impossíveis. Saciava, assim, o meu desejo interno pela solidão. Mas indico o tipo, especialmente, para aquelas que querem sossegar.
O grudento não é chato. É dedicado. É aquele que vai perguntar como foi o médico, o aniversário da tia-avó ou se você melhorou daquele roxinho insignificante atrás do joelho. É o cara que te espera em casa numa segunda-feira qualquer, com a sua cerveja preferida a postos (Heineken). O grudento é econômico e a favor da portabilização. Muda a operadora de celular para a mesma que você, a fim de economizar dinheiro, mas não palavras. Te liga na hora do almoço só pra desejar “bom apetite”.
A mulher de um homem-grude é mais bonita do que as outras. Ela não tem olheiras, porque não passa noites em companhia da insônia se perguntando por onde ele anda. Tem a boca carnuda, inchada de tanto beijo. Não tem mais gavetas pra guardar as surpresinhas que ele apronta. Não precisa pagar terapia, o grudento sempre tem um elogio sincero e certeiro pra oferecer no meio do Jornal Nacional. O homem-grude é tratamento estético, faz desaparecer qualquer celulite, estria, espinha, rugas e cutículas em erupção, porque enxerga apenas o que interessa: a mulher ao lado dele.

Post original: http://www.casalsemvergonha.com.br/2013/02/28/cola-em-mim-uma-cronica-sobre-homens-grudentos/ 

quinta-feira, janeiro 17, 2013

Thanks for the memories, Apolo ♥


Me lembro como se fosse ontem... 2004, um neném branquinho dos olhos verdes chegou na minha casa. Ele era lindo, sempre foi. Fui brincar com ele e o cachorrinho sem nome correu atrás de mim e mordeu a minha saia rosa. Morri de medo e entrei em casa. Minha mãe chegou com umas vasilhas de cachorros pra água e pra comida, colocou lá pra ele. Em meia hora ele destruiu as duas. Ele adorava morder as coisas. Nesse dia, o primeiro dele lá em casa, ele cansou de tanto brincar e dormiu no meu colo, um bolinho de pelo branco.
 Os meses foram passando e ele ia ficando cada vez maior. Tentamos colocar bários tipos de focinheira nele, ele destruía todas. Não importava se era de couro, de aço... Ele dava um jeito de tirar em no máximo duas horas. Como ele já tava um monstrinho, não conseguíamos segurar ele pra passear... Ele sempre foi criado em casa. Sem esses treinamentos de Pit Bull, ele era um doce. Só queria brincar e correr.  Sempre dormia embaixo da janela do meu quarto, era meu protetor. Se alguém gritasse comigo dentro de casa ele logo latia pra me defender. Depois que fechamos a garagem ele começou a dormir na porta da cozinha. Protegendo todo mundo.
Fugiu de casa duas vezes. Na primeira, meu pai teve que me acordar pra ir atrás dele. Acho que ele só queria conhecer a rua, rs. Não corri. Deixei ele dar a volta na rua e quando ele viu que não tinha nada demais voltou comigo. Sem tapas, nem gritos. Na segunda vez o pedreiro não viu ele se soltando da corrente e fugindo. Passamos o dia todo atrás dele. Encontraram ele bem machucado. Tinha brigado com outro pit Bull. Ele se recuperou, mas já não era o mesmo. Queria fugir de novo, sempre que desse. Quase que um grito de socorro pedindo atenção. Confesso que por dias já fiquei sem ir ver ele e senti que ele andava triste. Passei a conversar mais com ele, dar carinho. No final de 2012 vimos que ele andava quieto, em 3 dias perdeu muitos quilos. Não comia, quase não bebia água e quando o fazia, vomitava. Levamos ele pro veterinário. Disseram que podia ser doença de carrapato. Ele ficou um dia internado e estava melhorando. Voltou pra casa, já comia e estava tomando medicação. Na outra semana abri a porta da cozinha e vi vários pontos pretos e vermelhos no chão. Sabia que era ele. Encontramos um machucado no ‘saco’ dele. Sangrava sem parar. Minha mãe passava pomada, lavava e tentava curar aquele machucado. Era final de ano e nenhum veterinário estava de plantão. Tentamos enrolar uma faixa nele, mas ele arrancava sempre. Ele foi ficando cada vez pior. Levamos em outro veterinário e internaram ele. Duas bolsas de sangue e dois dias internado. Eu estava viajando e quando cheguei no domingo a noite chorei quando vi o sofrimento dele. Acordei na segunda com um choro abafado dele. Fiquei lá conversando e chorando e pedindo para que ele fosse forte e melhorasse logo. Tirei umas fotos com ele, sabia que ele não tinha muito tempo de vida. Nessas horas eu vejo como somos egoístas. Preferimos ver um animal sofrer e estar ali com a gente, do que deixar ele partir e se livrar da dor. Ontem à tarde ele faleceu e ninguém me contou. Cheguei em casa e encontrei tudo lavado, sem os panos dele. Não tinha sangue, não tinha vasilha de comida, não tinha Apolo. Ele descansou. Marquinhos me contou a notícia e eu não reagi, não chorei. Por uns minutos fiquei em transe. Deitei e só depois chorei, senti a dor aumentar e dormi. Pensei que poderia ser um pesadelo. Acordei e fui na varanda, não tinha nada. Não vai ter latidos quando eu chegar em casa, não vai ter choro de ciúmes quando Marquinhos ficar comigo no portão, não vai ter um cachorro pidão no domingo de manhã pedindo pão na janela. Ele se foi.  Obrigada pelas memórias, Apolo. Esteja em paz. Amo você! ♥




Sou estiloso:


- Lola, chega de chorar e chega de fotos! São 6:30 da manhã ¬¬




quarta-feira, novembro 21, 2012

ma baby luv.


Como seria o homem dos meus sonhos?

O homem dos meus sonhos pode até não ser bonito, mas adoraria conversar, ouvir teorias, pensar sobre temas mil e viajar na imaginação ou apenas ter prazer em me ouvir e me questionar, para evoluirmos juntos.

Ele não precisa ser rico. Pode até ser, mas isso seria apenas um adendo. Dinheiro pra ele seria acessório, não necessidade como o oxigênio que precisa para respirar. Quanto a religião, bem, basta que ele creia no amor e no poder da força que tem esse sentimento no mundo.

Pensando assim, ele tentará se fazer amar pelos meus amigos e familiares e, por mais que eu fale da minha mãe, ele nunca iria se pronunciar. Nem a favor e nem contra. Ele saberia que amor de família e amor de amigos é algo que se leva pra vida toda. Ao mesmo tempo, é importante que ele queira estar com meus amigos e que eu esteja com os dele. Quem sabe até unindo casais assim!

Meu homem pode até não ser workaholic, isso até seria melhor pois equilibraria comigo. Mas ele não ficaria mal quando eu agisse assim. No máximo mostraria o quanto sente minha falta quando não estou por perto e eu me desdobraria para estar ali com ele, aprendendo a ser uma pessoa mais saudável.

Ele dará muito valor a sua liberdade e por isso não abriria mão do seu chopp com os amigos. E claro que ele teria liberdade para falar que eu não poderia ir pois é coisa de homem. E eu faria as minhas coisas de mulher, estaria com minhas amigas e não haveria ciúmes no final. Depois, quem sabe, nos encontraríamos, tomaríamos banho juntos e contaríamos nosso dia um para o outro e a saudade seria matada embaixo dos lençóis.

Meu homem tem que gostar de ser cuidado pois sabe que eu gosto de cuidar, mas ao mesmo tempo saberia domar com sabedoria minha personalidade forte. Ao mesmo tempo ele gostará de sexo tanto quanto eu… Talvez eu iria segurar um pouco para não ficarmos trancados no quarto o dia inteiro.

Ele seria muito de usar redes sociais. Ou se gostasse, ele editaria, ele evitaria, ele não publicaria muito e pediria para eu me controlar ou me ajudaria a perceber quando estivesse exagerando. Pelo meu caráter consumista, seria melhor que ele fosse mais controlado em grana. Já pensou se nós dois formos gastadores como eu? Declararíamos moratória na lua de mel.

Meu homem idealizado acharia graça quando eu falasse demais e a sós me ajudaria a melhorar, me daria toques, combinaria olhares para eu aprender e evoluir. Mas nunca me chamaria atenção em público pois ele entenderia que isso faz parte de nossa privacidade. Diante disso, creio que ele teria que ser mais velho, mais cascudo nesse lance de marketing pessoal que eu não domino. E se não fosse pedir demais, gostaria que ele tivesse carisma agregando ainda mais pessoas a nossa volta. Adoro casa cheia e ele também, mas sempre tentando unir a todos. Um espírito agregador.

Uma coisa que meu homem tem que ter é humor. Seja rir ou fazer rir. Humor é uma qualidade que eu não abro mão. E ser livre. Meu homem perfeito quer direito de ir e vir pra ambos e quando estivermos juntos somos melhores que sozinhos e sabemos disso.

Acho que assim ele seria perfeito. Pelo menos pra mim. Eu ficaria olhando ele falar e suspiraria toda vez, sabendo que assim ficaremos juntos de bengala, dentadura e casa cheia de amigos e família em todo lugar.

P.S.: Já encontrei esse cara há dois anos atrás.

terça-feira, outubro 30, 2012

Nothing Can Keep Me From You

Noites mal dormidas, pensamentos longes durante todo o dia. Ando pensativa. Neurótica até! Ontem mesmo arrumei meu quarto todo. Organizei as roupas em degradê, separei os sapatos por cores. Pensei em colocar os livros em ordem alfabética. Achei que estava ficando louca e deitei na cama pra dormir.  
Eu acordo e vou dormir com o pensamento que já virou mantra na minha cabeça: 'Vai dar tudo certo'.

Vai dar, eu sei. Já tá dando. 



I gave you my word; i would be there for you
And you can be sure there's no mountain that
I would not move
Just to lie beside you spend my whole life
Lookin in your eyes
Yeah i swear, i'm there for you, forever.
- Kiss