Há exatos 4 anos atrás, eu o conheci.
Renata, uma amiga minha, sabendo que eu estava mal, me chamou pra ir numa boate. Aceitei.
Quando eu estava quase pronta ela me ligou... Renatinha descobriu que o VIP que ela tinha ganhado pra boate, era pra sexta (do dia anterior) e não pro sábado. Fuéénnn...
Fomos pro triângulo assim mesmo. Eu precisava de uma festa
pra melhorar meu humor! Descobrimos que tinha uma calourada de medicina no Ilha, Open Med. Comemos no subway, compramos os ingressos e entramos. Meia hora de rock. Ele apareceu para cumprimentar
Renatinha e eu o conheci.
Poderia ter conhecido ele em Fevereiro no aniversário
dela, mas eu não fui.
Poderia ter conhecido no réveillon de 2010 em Praia Grande que meus
amigos foram, mas eu não fui.
Poderia ter conhecido na festa da Emescam do ano anterior (2009), mas quando ele chegou na roda de amigos que eu estava, eu já tinha ido embora.
Ou em uma micareta (em 2006 ou 2007), não o vi. Neste dia, já tinha
ouvido falar nele.
Poderia ainda ter conhecido ele em milhares de Calouradas de
Engenharia que eu fui, mas não conheci. (Talvez eu tenha visto ele por lá. Ele
pode até ter me servido cerveja, mas eu estava muito bêbada pra lembrar do rosto
dele).
E tantas outras festas que a gente poderia ter se esbarrado,
mas não era o dia.
O dia foi 21, o mês foi agosto, o ano 2010. Em uma festa que não estava
programada, em uma época que eu não queria me envolver com ninguém e em um dia
que eu só queria curtir com meus amigos (que apareceram por lá depois de eu ligar e mandar sms desesperadamente).
Eu estava feliz. Depois de muitas semanas ruins, eu estava rindo e sendo eu mesma.
Ele voltou no meio da madrugada, eu o aceitei naquele momento.
Todo dia 21 eu conto essa história de uma maneira diferente.
Eu estava feliz. Depois de muitas semanas ruins, eu estava rindo e sendo eu mesma.
Ele voltou no meio da madrugada, eu o aceitei naquele momento.