Dois mil e dez estava complicado... Agosto então? Sempre foi o mês que mais odiei na vida! Sempre acontecem coisas ruins comigo nessa época. E agosto, o mês do desgosto, nunca acabava.
Há exatos três anos, saí de casa sem rumo com minha amiga Renata. Chegando no Triângulo, descobrimos uma festa no Ilha: Open Med. O cambista disse: 'é open bar' e nós não pensamos duas vezes. Comemos no subway e subimos a ladeira do Ilha. Liguei para uns amigos, que mais tarde chegariam pra completar a festa. No início da festa apareceu um rapaz e Renata me apresentou, trocamos duas palavras e fui buscar cerveja. Meus amigos chegaram, a noite estava ótima. Open bar, Mc Jefinho Faraó, eu e Larissa... Loucura!! No meio da madrugada volta ele com um sorriso meio embreagado e eu num estado alcoólico significativo, não resisti.
Caio F. Abreu narrou esse momento alguns anos antes: "Com a lucidez dos embriagados, haviam-se reconhecido desde o primeiro momento. Ou talvez estivessem realmente destinados um ao outro, e mesmo sem o álcool, numa rua repleta saberiam encontrar-se. O fulgor nos olhos e a incerteza intensificada nos passos fora a pergunta de um e a resposta de outro".
O depois não foi fácil, aliás, eu não sou fácil (de se lidar). Conversas, encontros, desencontros e muita cerveja depois, nós começamos a namorar. Tantas calouradas, shows, micaretas, viagens nesses três anos. Dinheiro jogado fora? Que nada! Diversão pura! E é assim nosso relacionamento, pura diversão. Com um pouco de drama e confusão pra confirmar ao mundo que não somos perfeitos.
Não são três anos de namoro (ainda), mas quero agradecer. Porque desde o minuto que entrou na minha vida, ela mudou pra melhor e eu sou grata à você. Te amo, meu baby luv.