Dois mil e dez estava complicado... Agosto então? Sempre foi o mês que mais odiei na vida! Sempre acontecem coisas ruins comigo nessa época. E agosto, o mês do desgosto, nunca acabava.
Há exatos três anos, saí de casa sem rumo com minha amiga Renata. Chegando no Triângulo, descobrimos uma festa no Ilha: Open Med. O cambista disse: 'é open bar' e nós não pensamos duas vezes. Comemos no subway e subimos a ladeira do Ilha. Liguei para uns amigos, que mais tarde chegariam pra completar a festa. No início da festa apareceu um rapaz e Renata me apresentou, trocamos duas palavras e fui buscar cerveja. Meus amigos chegaram, a noite estava ótima. Open bar, Mc Jefinho Faraó, eu e Larissa... Loucura!! No meio da madrugada volta ele com um sorriso meio embreagado e eu num estado alcoólico significativo, não resisti.
Caio F. Abreu narrou esse momento alguns anos antes: "Com a lucidez dos embriagados, haviam-se reconhecido desde o primeiro momento. Ou talvez estivessem realmente destinados um ao outro, e mesmo sem o álcool, numa rua repleta saberiam encontrar-se. O fulgor nos olhos e a incerteza intensificada nos passos fora a pergunta de um e a resposta de outro".
O depois não foi fácil, aliás, eu não sou fácil (de se lidar). Conversas, encontros, desencontros e muita cerveja depois, nós começamos a namorar. Tantas calouradas, shows, micaretas, viagens nesses três anos. Dinheiro jogado fora? Que nada! Diversão pura! E é assim nosso relacionamento, pura diversão. Com um pouco de drama e confusão pra confirmar ao mundo que não somos perfeitos.
Não são três anos de namoro (ainda), mas quero agradecer. Porque desde o minuto que entrou na minha vida, ela mudou pra melhor e eu sou grata à você. Te amo, meu baby luv.
quarta-feira, agosto 21, 2013
terça-feira, junho 25, 2013
Diário de uma gordinha.
Anemia + triglicerídeos alto + carência de B12 = Dieta restritiva + 4 remédios por dia + 1 injeção a cada 5 dias.
Dia 01 - 17/06/2013
Levei várias vasilhas com minhas comidas separadas. Café da manhã, fruta pós almoço, lanche da tarde e a salada do jantar (como ia nadar depois do trabalho, tive que levar pra comer lá). Choquei quando vi que não era uma porção de castanhas e sim míseras DUAS castanhas no café da manhã.
Almocei no restaurante vegetariano e foi super tranquilo cumprir a dieta. O difícil mesmo foi comer salada sem tempero, só com azeite :(
Dia 02 - 18/06/2013
Rainha das vasilhas = eu. Ainda tô achando o leite com aveia e banana meio sem gosto porquê não tem açúcar. Mas já acostumei a comer as duas castanhas e só. Cheguei em casa e não quis comer a fruta da janta, acho que pode, né?
Dia 03 - 19/06/2013
Fui almoçar na expressa e foi uma porcaria. Não gosto de feijão, mas como tá na dieta eu fui comer... O feijão era preto e tava duro! Aff. O-D-E-I-O! Comi sem vontade.
Dia 04 - 20/06/2013
Tudo tranquilo. Tô me acostumando. Não lanchei a tarde porque o pão integral acabou. Hoje não segui muito bem a dieta... Fui pro protesto #vemprarua com Marcos. Cheguei em casa e não comi nada, mas não senti fome.
Dia 05 - 21/06/2013
O pão integral pro café da tarde acabou, então fui na padaria comprar um sanduíche. "Moça, me vê um misto com pão integral e queijo branco. Duas fatias e nada mais". Triste. Tinha tanta coisa gostosa...
Cheguei em casa e não quis comer mais nada.
Dia 06 - 22/06/2013 - Sábado
O dia mais difícil. Tomei café da manhã normal. Tive que sair com Marcos e comprei uma salada de frutas no caminho (para o lanche da manhã), tava ótimo. Aproveitei e comprei uma porção de salada e um sanduíche pra mais tarde. Fomos pra festa de 1 aninho da prima dele. Sofri. Tinha caldo, cocada, bananada, docinhos de todos os tipos e muita comida. Comi meu arroz, minha salada e 3 pedaços de pão de alho (escorreguei). Na hora do parabéns, todos comeram bolo e eu fui pro meu sanduíche da tarde. Fui embora sem comer nenhum doce. Sobrevivi.
Dia 07 - 23/06/2013 - Domingo
Dia de domingo é sem horário pra tudo... Não tinha mais leite pra minha vitamina de toda manhã, então tomei iogurte e minhas duas castanhas. No almoço, arroz, salada e soja refogada. Dormi a tarde toda e pulei o lanche. A noite comi minha salada com um pouco de soja. Enfim, o final de semana acabou.
Dia 08 - 24/06/2013
A banana acabou... Tive que levar o leite e a aveia pro trabalho e bati tudo lá. Não comi a fruta da manhã, quando vi já era meio dia. Comi feijão hoje, em outro restaurante, e tava bom (era vermelho \o/). Comprei mais pão integral e queijo, comi no horário certo. A noite, comi minha salada com um pouco de 'moquequinha de ovo com chuchu' que minha mãe fez. Como na dieta tava escrito que eu podia comer clara de ovo cozida a noite, não achei errado comer. E chuchu não faz mal a ninguém, então comi sem peso na consciência. rs
Dia 09 - 25/06/2013
Tudo lindo. Hoje pela primeira vez eu trouxe o almoço, o que é muito melhor (pra mim e pro meu bolso também). Trouxe meu pão prontinho.
(continua)
Dia 01 - 17/06/2013
Levei várias vasilhas com minhas comidas separadas. Café da manhã, fruta pós almoço, lanche da tarde e a salada do jantar (como ia nadar depois do trabalho, tive que levar pra comer lá). Choquei quando vi que não era uma porção de castanhas e sim míseras DUAS castanhas no café da manhã.
Almocei no restaurante vegetariano e foi super tranquilo cumprir a dieta. O difícil mesmo foi comer salada sem tempero, só com azeite :(
Dia 02 - 18/06/2013
Rainha das vasilhas = eu. Ainda tô achando o leite com aveia e banana meio sem gosto porquê não tem açúcar. Mas já acostumei a comer as duas castanhas e só. Cheguei em casa e não quis comer a fruta da janta, acho que pode, né?
Dia 03 - 19/06/2013
Fui almoçar na expressa e foi uma porcaria. Não gosto de feijão, mas como tá na dieta eu fui comer... O feijão era preto e tava duro! Aff. O-D-E-I-O! Comi sem vontade.
Dia 04 - 20/06/2013
Tudo tranquilo. Tô me acostumando. Não lanchei a tarde porque o pão integral acabou. Hoje não segui muito bem a dieta... Fui pro protesto #vemprarua com Marcos. Cheguei em casa e não comi nada, mas não senti fome.
Dia 05 - 21/06/2013
O pão integral pro café da tarde acabou, então fui na padaria comprar um sanduíche. "Moça, me vê um misto com pão integral e queijo branco. Duas fatias e nada mais". Triste. Tinha tanta coisa gostosa...
Cheguei em casa e não quis comer mais nada.
Dia 06 - 22/06/2013 - Sábado
O dia mais difícil. Tomei café da manhã normal. Tive que sair com Marcos e comprei uma salada de frutas no caminho (para o lanche da manhã), tava ótimo. Aproveitei e comprei uma porção de salada e um sanduíche pra mais tarde. Fomos pra festa de 1 aninho da prima dele. Sofri. Tinha caldo, cocada, bananada, docinhos de todos os tipos e muita comida. Comi meu arroz, minha salada e 3 pedaços de pão de alho (escorreguei). Na hora do parabéns, todos comeram bolo e eu fui pro meu sanduíche da tarde. Fui embora sem comer nenhum doce. Sobrevivi.
Dia 07 - 23/06/2013 - Domingo
Dia de domingo é sem horário pra tudo... Não tinha mais leite pra minha vitamina de toda manhã, então tomei iogurte e minhas duas castanhas. No almoço, arroz, salada e soja refogada. Dormi a tarde toda e pulei o lanche. A noite comi minha salada com um pouco de soja. Enfim, o final de semana acabou.
Dia 08 - 24/06/2013
A banana acabou... Tive que levar o leite e a aveia pro trabalho e bati tudo lá. Não comi a fruta da manhã, quando vi já era meio dia. Comi feijão hoje, em outro restaurante, e tava bom (era vermelho \o/). Comprei mais pão integral e queijo, comi no horário certo. A noite, comi minha salada com um pouco de 'moquequinha de ovo com chuchu' que minha mãe fez. Como na dieta tava escrito que eu podia comer clara de ovo cozida a noite, não achei errado comer. E chuchu não faz mal a ninguém, então comi sem peso na consciência. rs
Dia 09 - 25/06/2013
Tudo lindo. Hoje pela primeira vez eu trouxe o almoço, o que é muito melhor (pra mim e pro meu bolso também). Trouxe meu pão prontinho.
(continua)
quinta-feira, maio 23, 2013
Preconceito
Eu, que sou branca, de classe média, estudei por toda minha vida em colégio particular, sofri preconceito. As características descritas na frase anterior me fazem melhor do que as outras pessoas? Não. Sofri preconceito quando tive cabelos coloridos (rosa, roxo, azul, etc), por causa das roupas que usava (uma vez saiu um boato na escola que eu era lésbica, só porque eu usava bermudões), por eu ser ovolactovegetariana e agora passei pelo preconceito da tatuagem.
Não posso me iludir e falar que o preconceito não existe, sim, ele existe e não é somente com pessoas tatuadas. O preconceito existe com qualquer tipo de estereótipo que seja diferente da sociedade brasileira. É justamente por conta que nos dias atuais as pessoas vem mudando, as pessoas vem lutando por causas, mesmo que sejam através do Facebook ou assinaturas pela internet.
Tenho seis tatuagens pequenas, duas delas são um pouco mais expostas (pulso e dedo). Tenho pensado em fazer uma de tamanho médio, no braço ou na panturrilha. O que ouvi quando falei? Você é doida, vai perder o emprego, as pessoas vão falar de você por aí, porque você quer estragar seu corpo etc.
Eu gostaria de saber de que forma podemos afirmar que uma pessoa tatuada é menos capacitada que uma pessoa não tatuada? E quem disse que a imagem dessa pessoa é negativa? O Conservadorismo deveria estar ligado ao caráter e não a aparência física. Você não é melhor ou pior por que é diferente.
Nunca aceite este tipo de desculpas, porque são por causas destas “desculpas” que a coisa vai piorando, até chegar o dia que você vai perder uma vaga de emprego porque tem tatuagem, como se tatuagem por algum motivo mudasse ou alterasse sua qualidade profissional. Não é com desculpas que uma pessoa “se livra do preconceito”, só se acaba com isto, quando realmente a pessoa tiver conhecimento sobre a cultura, estilo de vida aprofundado, porque, você pode apostar, quando você conhece algo, você pode não gostar, mas você respeita, porque existem pessoas que gostam e seguem este estilo de vida, ou cultura.
Existem pessoas que dizem que, ao fazer uma tatuagem você entra em um grupo 'diferente' e tem que aguentar as pessoas te olhando torto porque você escolheu ser diferente. Queridos, eu não preciso aguentar preconceito de gente que não conheço, eu não fiz tatuagem para estar em um grupo, ou ser identificado, não virei vegetariana para entrar em alguma seita, não pinto meu cabelo de vermelho pra chamar atenção.
Qualquer pessoa pode ter tatuagem, desde um executivo alto padrão, até um vendedor de loja. Tatuagem não tem perfil, pessoas tatuadas não tem um perfil, a tatuagem é uma arte que representa muitas vezes situações das pessoas e ninguém, mas ninguém mesmo, tem o direito de julgar você, sem ou com tatuagem.
Tudo que é diferente assusta. Vivemos em uma sociedade aonde para ser aceito todos tem que pensar e agir igualmente aos outros. Eu não concordo e não me encaixo. Mas veja bem: se assustar é totalmente diferente de falar mal, menosprezar, apontar. Você pode me perguntar o porquê de eu ter virado vegetariana, porquê eu tatuei tal coisa ou porquê eu pinto o cabelo de vermelho cereja. Mas não me venha com perguntas carregadas de preconceitos e ironias, pois eu vou te ignorar.
Então eu decidi não ter medo e entendi que se eu escolher fazer a minha tatuagem em um lugar visível ou não, isso não vai mudar meu caráter muito menos a pessoa que sou.
Querido(a), você que está lendo este texto e tem vontade de fazer uma tatuagem e tem 'medo do que os outros vão pensar', saia agora e vá fazer sua tattoo.
sexta-feira, maio 17, 2013
Hey you!
Foi inesperado e, justamente por ter sido inesperado, foi perfeito. Foi uma sensação estranha, mas foi um “estranhamento” agradável, bom de ser sentido, curtido, apreciado.
Ele, por sua vez, mesmo sem ser convidado, apareceu. Na verdade apareceu umas três ou quatro vezes em épocas diferentes. A grande questão é saber diferenciar todas essas variáveis até chegar naquele dia em que era pra ser. Ou pelo menos o dia que julguei valer a pena me arriscar – de novo. E quando aconteceu, a satisfação de não mais precisar procurar é inigualável. Não me importo muito com créditos, quem encontrou quem. Até prefiro pensar que fui encontrada. Dá pra me sentir premiada, vencedora de uma loteria com cinco continentes e 7 bilhões de possibilidades.
Tudo é muito simples. Simples como passamos do primeiro olhar bêbado em uma festa para a simbiosidade de um casal urbano. Simples como convencê-lo a comer cachorro-quente quase todas as sextas. Simples como deixar a tampa da privada levantada e levar um tapa na nuca por isso. Simples como puxar propositalmente o cobertor durante a madrugada só para levar uma bronca bêbada de sono e, de quebra, tê-lo juntinho de mim devido ao frio. Simples como obrigo ele a passar em frente a uma loja de joias e dizer quais modelos de relógio gostei – quando na verdade ele já decorou os tipos, preços e códigos de todas as alianças da vitrine. É simples assistir a mais um episódio de Ink Master e dormir nos primeiros três minutos no seu colo. É simples sentir sua respiração vagarosa, profunda, calma. É simples ficar observando sua boca entreaberta, seus lábios grossos e deliciosos. Simples como ter a certeza de que, no final do dia, tudo sempre é por ele. Tudo sempre foi por ele.
A perfeição atravessa discretamente profundos olhares secretos, a alma suspira a renovação do corpo, a vida retoma todas as suas formas, o absoluto, simples como amar, simples como dizer eu te amo.
Adaptado do texto de Cleyton Carlos Torres.
quarta-feira, março 06, 2013
Lugar ao Sol
Não tenho vergonha de falar
que sou fã de CBJr. Cresci ouvindo os caras, tenho coleção dos CDs deles
antigos. Só usava bermudão largo e achava que era maloqueira sk8 board. Ahahaha.
As letras das música já me
fizeram me sentir bem em muitos momentos da minha vida. Aprendi muita coisa.
Pra mim, o Chorão é foda!
Fez parte da minha adolescência
e ainda faz. O primeiro show que vi dos caras foi com Raimundos. Fiquei muito
louca, invadi a área vip, fiquei de cara pro Chorão e em vez de curtir eu só
chorei. Sei lá, era um sonho de menina ver o Charlie Brown tão de perto. Curti
demais. As fotos ficaram super loucas, mas eu perdi a câmera em algum momento
entre a bebedeira e quando eu era jogada pra cima por desconhecidos. O lugar
estava vazio, mas os caras arrebentaram no show como se tivesse 10 mil pessoas
lá.
No começo do ano passado a JP fechou um
camarote para os funcionários em um dos shows do verão da Mais. E qual banda
escolheram? Charlie Brown! E foi o melhor show dos caras aqui no ES. Sério. Foi
lindo! Eles cantaram muitas músicas antigas, fizeram um show espetacular. Chorão
estava bem, tava inspirado. Não agüentei e desci pra pista. Lembro que virei
pra Marquinhos e falei ‘Não fui feita pra assistir show do CB em camarote,
vamos descer!’. Nós descemos e curtimos o show no meio da muvuca. Chorei quando
ele cantou ‘Lugar ao Sol’, pra mim uma das melhores músicas dele. No final,
tentei entrar no camarim com crachá da Pan. Chorão se trancou e não quis
atender ninguém. Justo, depois de um show do caralho o cara merecia descansar. Consegui
tirar uma foto com Champignom, lembrei de todas as vezes que os dois discutiram
e agradeci por estar ali naquele momento, naquele lugar, no primeiro show com a
banda original formada há anos atrás. Foi lindo!
O último show que fui deles também foi em
2012, acho que agosto, no Ilha. Não se compara ao show que os caras fizeram em Guarapari. Chorão
entrou drogado, e eu sei a diferença entre ele entrar louco de bebida e de
droga. Não foi tão bom. Ele não falou coisa com coisa, falou mal do Champignom
etc. Falou mais do que cantou. Foi um show rápido, mas é sempre bom ver seu ídolo.
Guardo na memória e no coração o show feito em
Janeiro de 2012 na Mais. E ainda tenho o áudio! A Pan reproduziu o show ao vivo
na programação. Um dia vou conseguir ouvir de novo. Não hoje.
Os homens podem falar
Mas os anjos podem voar
Quem é de verdade
Sabe quem é de mentira
Não menospreze o dever
Que a consciência te impõe
Não deixe pra depois
Valorize a vida.
Mas os anjos podem voar
Quem é de verdade
Sabe quem é de mentira
Não menospreze o dever
Que a consciência te impõe
Não deixe pra depois
Valorize a vida.
RESPEITO É PRA QUEM TEM!
R.I.P. CHORÃO ♥
sexta-feira, março 01, 2013
Cola em mim
Homem bom é aquele que gruda. Que cola em você como unha-de-gato em muro. Que não te larga nem na hora do exame de sangue. Segura a sua mão até quando dorme.
Que, como num jogo teatral de contato improvisação, não deixa de tocar em você nem por um suspiro e se soltar for preciso continua tocando com os olhos.
Eu gosto é do agarro.
Já corri muito de cara grudento. Um auto-boicote ao amor. Se ele cumpria a promessa de ligar no dia seguinte, o bafômetro acionava alto teor de cobrança, loucura, maridices e outras fantasias que me davam medo. Um jeitinho da cabeça pra que eu continuasse solteira. Aí, andava atrás dos impossíveis. Saciava, assim, o meu desejo interno pela solidão. Mas indico o tipo, especialmente, para aquelas que querem sossegar.
O grudento não é chato. É dedicado. É aquele que vai perguntar como foi o médico, o aniversário da tia-avó ou se você melhorou daquele roxinho insignificante atrás do joelho. É o cara que te espera em casa numa segunda-feira qualquer, com a sua cerveja preferida a postos (Heineken). O grudento é econômico e a favor da portabilização. Muda a operadora de celular para a mesma que você, a fim de economizar dinheiro, mas não palavras. Te liga na hora do almoço só pra desejar “bom apetite”.
A mulher de um homem-grude é mais bonita do que as outras. Ela não tem olheiras, porque não passa noites em companhia da insônia se perguntando por onde ele anda. Tem a boca carnuda, inchada de tanto beijo. Não tem mais gavetas pra guardar as surpresinhas que ele apronta. Não precisa pagar terapia, o grudento sempre tem um elogio sincero e certeiro pra oferecer no meio do Jornal Nacional. O homem-grude é tratamento estético, faz desaparecer qualquer celulite, estria, espinha, rugas e cutículas em erupção, porque enxerga apenas o que interessa: a mulher ao lado dele.
Post original: http://www.casalsemvergonha.com.br/2013/02/28/cola-em-mim-uma-cronica-sobre-homens-grudentos/
quinta-feira, janeiro 17, 2013
Thanks for the memories, Apolo ♥
Me
lembro como se fosse ontem... 2004, um neném branquinho dos olhos verdes chegou
na minha casa. Ele era lindo, sempre foi. Fui brincar com ele e o cachorrinho
sem nome correu atrás de mim e mordeu a minha saia rosa. Morri de medo e entrei
em casa. Minha
mãe chegou com umas vasilhas de cachorros pra água e pra comida, colocou lá pra
ele. Em meia hora ele destruiu as duas. Ele adorava morder as coisas. Nesse
dia, o primeiro dele lá em casa, ele cansou de tanto brincar e dormiu no meu
colo, um bolinho de pelo branco.
Os meses foram passando e ele ia ficando cada
vez maior. Tentamos colocar bários tipos de focinheira nele, ele destruía
todas. Não importava se era de couro, de aço... Ele dava um jeito de tirar em
no máximo duas horas. Como ele já tava um monstrinho, não conseguíamos segurar
ele pra passear... Ele sempre foi criado em casa. Sem esses
treinamentos de Pit Bull, ele era um doce. Só queria brincar e correr. Sempre dormia embaixo da janela do meu quarto,
era meu protetor. Se alguém gritasse comigo dentro de casa ele logo latia pra
me defender. Depois que fechamos a garagem ele começou a dormir na porta da
cozinha. Protegendo todo mundo.
Fugiu
de casa duas vezes. Na primeira, meu pai teve que me acordar pra ir atrás dele.
Acho que ele só queria conhecer a rua, rs. Não corri. Deixei ele dar a volta na
rua e quando ele viu que não tinha nada demais voltou comigo. Sem tapas, nem
gritos. Na segunda vez o pedreiro não viu ele se soltando da corrente e
fugindo. Passamos o dia todo atrás dele. Encontraram ele bem machucado. Tinha
brigado com outro pit Bull. Ele se recuperou, mas já não era o mesmo. Queria
fugir de novo, sempre que desse. Quase que um grito de socorro pedindo atenção.
Confesso que por dias já fiquei sem ir ver ele e senti que ele andava triste.
Passei a conversar mais com ele, dar carinho. No final de 2012 vimos que ele
andava quieto, em 3 dias perdeu muitos quilos. Não comia, quase não bebia água
e quando o fazia, vomitava. Levamos ele pro veterinário. Disseram que podia ser
doença de carrapato. Ele ficou um dia internado e estava melhorando. Voltou pra
casa, já comia e estava tomando medicação. Na outra semana abri a porta da
cozinha e vi vários pontos pretos e vermelhos no chão. Sabia que era ele.
Encontramos um machucado no ‘saco’ dele. Sangrava sem parar. Minha mãe passava
pomada, lavava e tentava curar aquele machucado. Era final de ano e nenhum
veterinário estava de plantão. Tentamos enrolar uma faixa nele, mas ele
arrancava sempre. Ele foi ficando cada vez pior. Levamos em outro veterinário e
internaram ele. Duas bolsas de sangue e dois dias internado. Eu estava viajando
e quando cheguei no domingo a noite chorei quando vi o sofrimento dele. Acordei
na segunda com um choro abafado dele. Fiquei lá conversando e chorando e
pedindo para que ele fosse forte e melhorasse logo. Tirei umas fotos com ele,
sabia que ele não tinha muito tempo de vida. Nessas horas eu vejo como somos
egoístas. Preferimos ver um animal sofrer e estar ali com a gente, do que
deixar ele partir e se livrar da dor. Ontem à tarde ele faleceu e ninguém me
contou. Cheguei em casa e encontrei tudo lavado, sem os panos dele. Não tinha
sangue, não tinha vasilha de comida, não tinha Apolo. Ele descansou. Marquinhos
me contou a notícia e eu não reagi, não chorei. Por uns minutos fiquei em transe. Deitei e só
depois chorei, senti a dor aumentar e dormi. Pensei que poderia ser um
pesadelo. Acordei e fui na varanda, não tinha nada. Não vai ter latidos quando
eu chegar em casa, não vai ter choro de ciúmes quando Marquinhos ficar comigo
no portão, não vai ter um cachorro pidão no domingo de manhã pedindo pão na
janela. Ele se foi. Obrigada pelas memórias,
Apolo. Esteja em paz. Amo
você! ♥
Sou estiloso:
- Lola, chega de chorar e chega de fotos! São 6:30 da manhã ¬¬
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