sexta-feira, setembro 17, 2010

f i r e .


Ontem fui dormir às duas da manhã, e fiz um texto na minha cabeça. Acordei com ele ainda na cabeça, e continuei a história. Esqueci tudo pra poder escrever agora...
Mas era sobre você. Poucos são os textos que cito pessoas, normalmente falo de mim, dos meus sentimentos, dos meus questionamentos e de outras coisas.
Mas é que você tem essa coisa, tem esse olhar que faz eu me perder só de tentar olhar de lado pra você. Daí, eu mudo a direção porque não gosto dessa coisa melosa de olhar nos olhos. Mentira. Gosto sim. Mas isso é uma coisa tão íntima pra mim. Se eu olhar pra você e você entender meus pensamentos, bem eu vou ficar irritada. Por isso eu fujo. Não gosto que se adentrem nos meus pensamentos.
E aí, você me veio com aquele sorriso. Um sorriso que me deixou sem graça. Mas dele eu não consegui desviar. Desviar o olhar é fácil, mas o sorriso? A boca? Aquela boca carnuda que me consumiu e me puxou pra outro mundo quando se encaixou na minha. Pois é, esse feeling todo eu não havia entendido. Até que eu descobri. Você é da tríplice de fogo também, não é? Ah, sim. Só isso pra explicar esse incêndio! Acho que você nem sabe do que eu to falando, ou nem liga pra isso. Mas olha, é sério...
Cê deve ta achando que sou louca, né? Mas é difícil alguém fazer isso comigo. Me deixar pensando da onde que vem todo esse FIRE. Lembra? Você riu da minha tatuagem e depois entendeu o significado. Acho que foi a única pergunta que você me fez naquela noite. Você me disse seu nome, mas eu não lembrava. Nem queria saber também. Eu só tava ali pra me divertir, e você me pareceu uma boa diversão. Pra quê perder tempo conversando? No outro dia eu não ia lembrar de você, nem você de mim. E eu continuei a noite inteira me divertindo e bebendo pra esquecer os problemas. Cê deve ter achado que eu era louca, né?
Eu, bêbada, descabelada, com a maquiagem toda borrada às 4 da manhã achando que tava linda. Ele não ia lembrar de mim, eu tinha certeza. Eu só ia acordar no outro dia e pensar ‘Que puta noite foi aquela? Quem era aquele rapaz com cara de bom moço, estatura mediana, e que me deixou tão louca ao ponto de deixar uma marca nele?’. Aliás, cê deve ter achado que eu era louca, né?