Dia 31, amém! Maio vai embora e vai me deixar respirar. Fazia tempos que eu não ficava assim. Triste, desmotivada, chorosa, estressada, depressiva até. Foi um mês que iniciou chuvoso, tenso, trouxe coisas pesadas. Vi coisas que não queria ter visto, ouvi coisas que nunca pensei que escutaria. Quando enfim, no dia 30 eu desabei. Um dia antes do mês tristonho acabar. Esgotada, essa era a palavra. Eu já não dormia direito, não raciocinava corretamente. Me senti frustrada e ainda me sinto.
Acordar às 06:30h da manhã, tomar banho, andar até outro bairro e pegar o seletivo. Chegar no trabalho, comer alguma coisa, fazer horario de almoço, voltar pro trabalho, bater o ponto às 18h. Andar até a Beira Mar, pegar um ônibus expresso lotado, descer no ponto e caminhar até a faculdade, estudar até quase 22h e pegar mais 2 ônibus pra chegar em casa umas 23h. Cansou de ler? Imagine fazer isso todos os dias. ROTINA. Nunca gostei dessa palavra. Mas chega uma hora na vida que ela é necessária, infelizmente.
O problema não é a rotina, mas sim o final do mês. Você passar por tudo isso, todos os dias e quando chega no final do mês o seu dinheiro mal dá pra pagar o seu cartão de crédito (um dos cartões..). Ok, eu admito que gasto demais com besteiras. Mas não nesse mês, não em maio. É revoltante trabalhar o mês inteiro e ter que contar as moedas para pagar as contas. Não é frustrante você tentar ser independente e fracassar? Isso me deixou triste. Com o que eu gasto? Só de alimentação já é 75% do meu cartão de crédito, se não for mais. Eu pago tudo, desde a minha passagem diária até as roupas que compro. E não estou reclamando que meus pais não me ajudam em nada, até porque eu não quero isso.
Então eu percebi, no meio de uma crise de choro, que eu teria duas opções: ou eu parava de gastar (o que eu já fiz e não resolveu.) ou então arrumava alguma outra coisa pra fazer que me desse dinheiro. Bem, eu ainda estou pensando no que posso fazer pra melhorar tudo. Mas pelo menos parei de chorar e fui agir!
Isso foi apenas um desabafo.
P.S.: Agradecer ao Baby Luv que apesar do meu mau humor, descobriu como
contornar a situação e me fazer enxergar que eu ainda posso muito mais.