quinta-feira, maio 31, 2012

Esgotada

Dia 31, amém! Maio vai embora e vai me deixar respirar. Fazia tempos que eu não ficava assim. Triste, desmotivada, chorosa, estressada, depressiva até. Foi um mês que iniciou chuvoso, tenso, trouxe coisas pesadas. Vi coisas que não queria ter visto, ouvi coisas que nunca pensei que escutaria. Quando enfim, no dia 30 eu desabei. Um dia antes do mês tristonho acabar. Esgotada, essa era a palavra. Eu já não dormia direito, não raciocinava corretamente. Me senti frustrada e ainda me sinto. 
 Acordar às 06:30h da manhã, tomar banho, andar até outro bairro e pegar o seletivo. Chegar no trabalho, comer alguma coisa, fazer horario de almoço, voltar pro trabalho, bater o ponto às 18h. Andar até a Beira Mar, pegar um ônibus expresso lotado, descer no ponto e caminhar até a faculdade, estudar até quase 22h e pegar mais 2 ônibus pra chegar em casa umas 23h. Cansou de ler? Imagine fazer isso todos os dias. ROTINA. Nunca gostei dessa palavra. Mas chega uma hora na vida que ela é necessária, infelizmente.
O problema não é a rotina, mas sim o final do mês. Você passar por tudo isso, todos os dias e quando chega no final do mês o seu dinheiro mal dá pra pagar o seu cartão de crédito (um dos cartões..). Ok, eu admito que gasto demais com besteiras. Mas não nesse mês, não em maio. É revoltante trabalhar o mês inteiro e ter que contar as moedas para pagar as contas. Não é frustrante você tentar ser independente e fracassar? Isso me deixou triste. Com o que eu gasto? Só de alimentação já é 75% do meu cartão de crédito, se não for mais. Eu pago tudo, desde a minha passagem diária até as roupas que compro. E não estou reclamando que meus pais não me ajudam em nada, até porque eu não quero isso. 
Então eu percebi, no meio de uma crise de choro, que eu teria duas opções: ou eu parava de gastar (o que eu já fiz e não resolveu.) ou então arrumava alguma outra coisa pra fazer que me desse dinheiro. Bem, eu ainda estou pensando no que posso fazer pra melhorar tudo. Mas pelo menos parei de chorar e fui agir!
Isso foi apenas um desabafo.

P.S.: Agradecer ao Baby Luv que apesar do meu mau humor, descobriu como 
contornar a situação e me fazer enxergar que eu ainda posso muito mais.

quarta-feira, maio 23, 2012

Ode aos Colhões


“Mulheres têm que ter modos”. Modos?! Ah, faça-me o favor! Para mim, já basta o estoque de Modess na dispensa, pobres e coitados absorventes que virão a habitar o meio das minhas pernas no período mais infernal do mês. Já basta o Tampax que eu tenho que usar de vez em quando na praia, em meio a gostosas e marombados, se quiser ao menos tentar ser feliz e gozar daquela liberdade vendida nas propagandas de TV – sempre correndo o risco, é claro, de deixar a cordinha do absorvente interno escapar para fora da calcinha do biquíni. Já basta a disciplina para tomar, religiosamente, a pílula anticoncepcional às três horas da tarde se não quiser correr o risco de ter uma surpresinha ainda mais desagradável do que a menstruação.
Mulheres com modos são do tempo de nossas avós. E convenhamos: que fiquem por lá, resumidas ao seu aventalzinho, guardadas nas caixinhas de costura e entretidas com um bom cesto de roupas sujas. Como descendente da geração que queimou sutiãs em praça pública, recuso-me a retroceder. A fechar as pernas e reservar a cereja do bolo para um príncipe encantado que talvez não venha. A amarrar meus cabelos num coquezinho e manter a compostura vestindo uma saia um palmo abaixo do joelho. A limitar-me a um sorrisinho amarelo quando o assunto é sexo. A conter toda a libido que ferve por sob a pele e desculpar-me com um “já deu meia-noite, hoje não posso”, no melhor estilo Cinderela.
Porque ter modos é, de certa maneira, estar submissa à dominação masculina. É ser a mulher previsível, a namoradinha do Brasil, a menininha pra se andar de mãos dadas no shopping. Toda mulher que se preze não tem modos – tem colhões. Isso mesmo, um par de colhões cheios de hormônios, porque de seres dotados de testículos já bastam os homens. E a mulher de colhões fala o que sente, doa a quem doer – geralmente, dói nela mesma. Assume que se masturba quando fica sozinha em casa – assistindo a um pornô ou lembrando daquela última noite entre vocês. Confessa que fica excitada com uma mordida no pescoço – veja bem, excitada, e não arrepiada ou com cócegas. A mulher de colhões é aquela que senta num boteco, toma uma cerveja bem gelada e acredita que a noite só poderia terminar melhor se vocês dois transassem e dormissem de conchinha. É aquela que te surpreende com um belo boquete matinal, no lugar de um simples ‘bom dia’. A mulher de colhões transparece o tesão em cada gota de suor, saliva, sangue e gozo – fluidos que não a causam nojinho.
E para aguentar o tranco de uma dessas, você não precisa dominar as 77 posições do Kama Sutra, muito menos ter o maior e mais grosso pinto do mundo. Apenas não a reprima. Não a censure. No elevador, não tire a mão que ela colocou com tanto carinho no meio das suas pernas. Não duvide quando ela disser que gosta de você, que a sua inteligência é afrodisíaca, que a sua companhia a estimula. Ou até mesmo que acha o seu pinto lindo, digno de ser guardado em uma redoma. Deixe-a dizer, fazer, lamber, chupar, morder, cavalgar, tocar, tentar, errar, acertar. Ciente de que pode, ela vai encostar a cabeça no travesseiro e dormir em paz. 

terça-feira, maio 22, 2012

E foi tão bom constatar que não me atinge mais. Não me entristece, não me aborrece, não me tira o sono. Passa por mim. Mas, não me atravessa. Foi-se o tempo. E foi-se o tempo faz tempo.

terça-feira, maio 15, 2012

LW

Sou cabeça-dura, personalidade forte, oito ou oitenta, senhorita da razão e essas coisas todas. Sou mesmo, e minha cabeça, além de dura, como dizem, é impermeável. Mas também não sou um monstro de sete cabeças. Eu sei que pareço curta e grossa, e chata, e sei também que muitas vezes sou. Mas não me agrada ser assim. Eu sempre busquei em tudo melhorar, abrir a mente, pensar que as pessoas não pensam como eu. E que se eu vou direto ao ponto, não significa que ninguém possa dar mil e uma curvas pra chegar aonde quer. Cada um gasta a gasolina que quiser, a paciência que quiser, e tudo que tiver pra gastar. Sempre tentei me importar o mínimo, mas não sou de ferro. Eu sei que eu pareço um gorila, um homem das cavernas, alguém sem sentimentos ou qualquer bicho horrendo que ninguém quer chegar perto. Mas só queria avisar que meu coração é bem facinho de se conquistar. E de quebrar também... talvez seja por isso que eu uso essa armadura toda. 
Mas ele conseguiu, de insistente e persistente que é, conseguiu meu coração. Assim, só pra ele. Mas ele sabe, se fosse fácil não seria tão gostoso o gostinho de me vencer. Não me venceu pela persistência, muito menos por coisas materiais. Na verdade ele nem me venceu, me ganhou. Me ganhou pelo olhar, pelo coração puro, pelos beijos maravilhosos e por suas atitudes verdadeiras. E, hoje, é o meu maior ponto fraco.

L.W.

domingo, maio 06, 2012

vida breve.

Certas coisas acontecem ao seu redor e você começa a pensar mais na vida, no valor dela. Acabei de presenciar uma mãe, desesperada pq o filho estava desacordado e todo mundo falando que o menino, de uns 2 anos, faleceu. Com o desespero, gritos e muitas pessoas olhando... Ninguém fazia nada. Liguei pra ambulância, mas estavam na linha já atendendo outra pessoa com o mesmo relato. Desliguei o telefone, tremia demais. Comecei a pensar... Cara, nem conheço essa família, nem a vida deles e olha como fiquei. E se fosse alguém da minha família, alguém conhecido? Às vezes esquecemos que essa vida é breve demais. Temos que dar mais valor às pessoas que estão do nosso lado, dar mais valor à vida. Enfim, alguém pegou um carro e levou a criança e eu espero, de coração, que aquela criança sobreviva. =/
Enquanto eu estava escrevendo este texto, ouvi mais gritos. A criança faleceu...
Domingo triste esse. Que Deus conforte o coração dessa família.