Segunda-feira, 18 de Fevereiro
Vocês não têm noção do quanto que eu chorei, do quanto rezei, do quanto que pedi pra ir nesse show. Assim que vi na comunidade do ‘Brazilian Parade’ o boato dos shows no Brasil meus olhos encheram de lágrimas, corri pra falar pra minha mãe. Não conseguia me conter, já comecei a fazer planos e coisa e tal. Alguns diziam que eram apenas boatos e que eu não deveria me empolgar tanto com uma coisa que não era oficial. Assim que saiu no site oficial do MCR eu pirei, começaram a venda dos ingressos e aquela correria pra convencer meus pais. Foram quase três meses de expectativas, sonhando como seria ver os meus ídolos. Algumas pessoas acham que é loucura, outras nem acreditam que seja um amor verdadeiro... Mais eu sei o que eu sinto e o que eles representam pra mim e não preciso provar nada pra ninguém. Faz três anos, exatos três anos desde o dia em que escutei aquela música que não saiu da minha cabeça por meses. Pesquisas, downloads e tudo mais que eu tinha direito eu fazia pra saber um pouco mais sobre eles. Nunca tive uma banda preferida que me fizesse ficar horas na internet só vendo fotos e descobrindo as últimas notícias dela. Pois o MCR teve esse dom; eles me tocaram de tal forma que eu os escutava todos os dias, tinha milhares de fotos deles no pc, uma pasta para cada integrante.
Quando vi a história da primeira música composta pelo Gee que foi inspirada nos ataques terroristas de 11 de setembro, como eles escolheram o nome da banda, todas as histórias malucas de início de carreira, curiosidades sobre os integrantes... Aquilo me encantou. Baixei o primeiro CD “Bullets” (abreviado), ‘Cubicles’ foi a canção que eu mais gostei e, lógico, ‘Demolition Lovers’. Em 2004 lançaram o ‘Three Cheers’, o single ‘Helena’ composta em homenagem à avó dos Way rendeu várias indicações à banda e o sucesso veio à tona, Eles estouraram! Me vi no meio daquelas garotas que achavam o Gerard lindo e maravilhoso, o Frank gostoso, o Mikey estranho, o Ray maluco e o Bob um... Peraí, quem é BOB? Sim, era dessa forma que elas o viam, mal sabiam quem eram os integrantes, não gostavam do som, não prestavam atenção nas letras, não sentiam a música tocar o coração; apenas gostavam por que tava na moda e por que o vocalista e o guitarrista eram ‘bonitinhos’. Como fazer para não ser mais uma delas? Sinceramente, eu não sabia. E até hoje não sei... Só sei que meu amor só aumentava cada dia mais. Lembro-me da primeira vez que ouvi ‘I’m not Okay’, antes de virar single. Cara, eu via aquele clipe todos os dias, era essencial pra mim. Tive que comprar o cd pela net, pois ia demorar a chegar às lojas e eu queria ser a primeira a ter aquela preciosidade. Quando chegou o pacote eu não me agüentei, era lindo. Em pensar que aquela capa era apenas um esboço do Gerard (um das curiosidades sobre ele: Gerard pinta/desenha coisas maravilhosas!). Escutei aquele CD diariamente durante meses... Fiz flog da banda, buscava fotos atualizadas semanalmente, era um amor intenso. O último single do CD foi ‘The Ghost of You’, confesso que preferia ‘To The End’ ou ‘Thnk u 4 th venom’ (*-*), chorei quando vi o clipe. Apesar de não ser uma das minhas músicas preferidas, o clipe é realmente impactante. A ansiedade de um novo single ou CD me consumia a cada dia. O DVD que foi adiado duas vezes foi lançado em 2006, e até hoje estou esperando minha mãe me dar um (ela me prometeu!).
Rumores sobre o novo CD e o título já começavam a surgir. Eles lançaram no pré-show do VMA 2006 o novo single ‘WTTBP’, todo mundo de visual novo (fikei loira por causa do Gerard, oks? E também pelo CD*-*), um som mais maduro; senti tudo de novo. O CD conta a história de um homem que teve câncer, e isso foi bem na época em que descobriram que minha avó tava com essa doença. Então vocês devem imaginar o quanto que eu escutei o ‘Black Parade’, e toda vez que chegava na música com o mesmo título (Cancer), eu chorava. E ainda hoje me emociono ao ouvi-la (no CD eu prefiro pular essa canção =/). O que estava adormecido tinha voltado, claro que agora não era mais uma daquelas fãs malucas, histéricas. Havia amadurecido, eu e meu amor pelo MCR.
Eu tenho quase tudo (menos a camisa =/)... singles não inclusos nos CDs, covers, vários pôsteres espalhados pelo quarto, fotos, letras de músicas (TODAS!) é uma ‘maluquice’ sem fim, um amor que poucos conseguem entender e que nem eu sei a imensidão. Quando tô triste pego meu IPOD e minha pasta (q tem as coisas sobre o My Chem. q eu guardo) e fico hoooras trancada no quarto escutando todas as músicas. Pode parecer loucura, mais as músicas fazem eu me sentir melhor.
Hoje dia 18/02/2008 e amanhã 19/02/2008 eles farão os dois últimos shows no Brasil e seguem pro Chile, eu ficarei aqui na minha casinha sonhando com o dia que poderei vê-los. Infelizmente não será dessa vez. Mais eu entendo (ou pelo menos tento) que não era pra ser. Chorei com os depoimentos das meninas que foram no show do RJ, vi as fotos (http://www.universodorock.com/galeria/mychemicalromance/slides/mcr012.html) e não contive as lágrimas. Parece ironia do destino, Gerard ta com cabelo grande e meio gordinho como eu o vi pela primeira vez (*-*), o Mike ta lindo sem os óculos e meio cabeludinho (e eu q nunca tinha reparado nele! O_O), Frank fofíssimo como sempre, Ray e seus solos arrasantes e Bob e sua batera contagiante, que faz a galera pular a cada toque. Não tenho vergonha de dizer que chorei (e solucei de tanto chorar), eles valem a pena! Por tudo que fizeram (indiretamente) por mim, pelas milhares de vezes que acalmaram meu choro a noite, por cada sorriso, por cada letra, por cada canção, por cada emoção, por cada sentimento que me fizeram sentir e por existirem. Obrigada Raymond Toro, Bob Bryar, Michael J. Way, Frank A. Iero e Gerard A. Way, Obrigada por me fazerem uma pessoa melhor.
P.S.: Ninguém vai ler isso, mais tudo bem. Não é necessário pra vcs, só pra mim. :)
Bzoks amores e amoras
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