segunda-feira, agosto 10, 2015

O pior dia da minha vida.

Dia 5 de agosto de 2015, quarta-feira. 
Nunca gostei de quartas-feiras, nem do mês de agosto.

A partir desse dia eu comecei a odiar quartas-feiras e agostos.

Eu estava sem fazer exame preventivo (Papanicolau) há quase três anos. Um anjo chamado Francielly me indicou outro anjo chamado Dra. Mary. Ela ainda me ajudou a marcar a consulta, porque eu nunca conseguia ligar. Fui me consultar nessa médica e achei ela meio doidinha, mas um amor! Pediu todos os exames do planeta para eu fazer. Mamografia? Só tenho 24 anos! Fiz. Preventivo? Fiz na hora em seu consultório. Exame de sangue completo, HIV e por aí vai.

Ela fez o que todo médico deveria fazer. Pediu exames para conhecer seu paciente. O resultado saiu. Mamografia, OK. Útero, OK. Preventivo... Opa, alguma alteração no resultado!

Muitos médicos me indicariam medicação para ver se “melhorava” a infecção. Ela me indicou uma biópsia. Fiquei com medo, confesso!

No outro dia eu estava lá fazendo a tal biópsia do meu útero. Não senti nada. Levei o material para análise. Dia 3 saía o resultado. Três é meu número da sorte, vai dar tudo certo.

Não saiu dia 3... Liguei pro laboratório e eles me informaram que sairia no dia cinco dia pela manhã. Então, na quarta-feira de manhã saiu o bendito resultado da biópsia. Li. Li novamente. E o chão se abriu. Não acreditei no que estava escrito ali.

Tumor.

Não gritei. Não liguei pra ninguém. Não consegui sair do lugar. Só chorei e chorei como nunca havia chorado.

Mil coisas passaram pela minha cabeça. Me visualizei de cabeça raspada e entrei em estado de choque. A primeira reação depois do choro? Procurar pelo nome do bendito na internet... Que porra que é o google, né?  Não me ajudou. Vi que não era um cisto, não tinha como ser benigno. Eu estava com diagnóstico de câncer no colo do útero.

Só quem recebe o diagnóstico de câncer, sabe a dor que você sente ao ler o resultado do exame.

Nas próximas duas horas eu li sobre quimio, radioterapia, medicação, tirar o útero, não ter filhos nunca mais. Pensei no casamento... Não ia ter mais casamento. Como eu ia casar careca, gente? A nossa cabeça é uma merda!

Voltei a raciocinar e liguei pra médica. Não precisei falar o que era, ela já sabia e me falou pra eu ir até lá no consultório. Uma amiga do trabalho me levou até lá (Renata maravilhosa que tentou me acalmar durante todo o caminho, rs!).

Esperei os quinze minutos mais longos da minha vida e entrei. Já entrei chorando e ela sabia o porquê da minha reação. Disse-me que pegou muitos casos de início de câncer de mama e no colo do útero no mês de julho. As mulheres andam muito descuidadas com o próprio corpo. E não estou falando aqui em dieta ou exercícios. Estamos nos esquecendo de fazer nossos exames básicos de todo ano!

Dra. Mary pacientemente me acalmou e disse que era sim um câncer e que eu não precisava me preocupar.

Eu, na minha cabeça já estava me questionando: por que eu? O que eu fiz pra merecer isso?

A gente sempre acha que nunca vai acontecer conosco... Mas acontece, amigas!
Eu, 24 anos, recém formada, noiva, com a data marcada do casamento.

Até que minha médica falou: “A gente já tirou ele! Tava bem no início e eu tirei tudo. Por isso que o material foi um pedaço grande. Agora vou te passar uma medicação e vamos fazer acompanhamento a cada 3 meses”.

Consegui respirar de novo. 
A cabeça ficou clara novamente. 
Ainda estava tentando compreender o que ela dizia.
É isso. 
Não tem mais nada!

Se eu não tivesse feito o exame do preventivo eu não descobriria. Ele ia continuar crescendo e eu só iria descobrir quando essa porcaria dessa doença tivesse se alastrado pelo meu útero e eu começasse a ter sangramentos.

Mulheres, por favor, se vocês tem amor por suas vidas, façam seus exames de preventivo e check up anual, se possível acompanhamento com ginecologista duas vezes por ano. O exame ginecológico é um dos mais importantes exames para a saúde da mulher. O exame é simples, e tem reduzido as mortes por câncer de colo de útero em 70%. 
O preventivo é indolor, simples e rápido. Pode, no máximo, causar um pequeno desconforto que diminui se a mulher conseguir relaxar e se o exame for realizado com boa técnica e de forma delicada.
O sucesso do teste é porque ele pode detectar doenças que ocorrem no colo do útero antes do desenvolvimento do câncer. O exame não é somente uma maneira de diagnosticar a doença, mas serve principalmente para determinar o risco de uma mulher vir a desenvolver o câncer. 
Quem pode e deve fazer o exame? Todas as mulheres com ou sem atividade sexual devem fazer o exame anualmente. O exame completo é constituído do exame das mamas, o autoexame da mama é um exame mensal que a mulher pode fazer em si mesma para verificar a presença de câncer nos seios.


Se cuidem, amigas! ♥ 

sexta-feira, julho 17, 2015

A vida dela é torta.

Você sabe a diferença dos seus sorrisos sarcásticos e felizes? Sabe que não deve opinar sobre sua família, nem falar mal dos seus amigos?

A vida dela é torta. Não se esqueça disso. Ela sempre acorda com sono e mau humorada. Sempre.

Pra ela, tudo tem nome de “coisa”. O controle remoto é uma “coisa”. A bolsa é uma “coisa”. O talher é uma “coisa”. Até o cachorro é uma “coisa”. Certa vez, ela disse tô-sentindo-uma-coisa-estranha. Pra mim, era um mau pressentimento. Ou fome. Ou cólica. Sei lá. Era amor. Amor-coisado, ela disse.

Ela é toda sinais. Corta o cabelo quando quer mudar de vida. Mais de cinco centímetros é porque ela quer revolucionar o mundo. Cuidado nesses momentos. As cores das unhas e das lingeries determinam sua libido. Normalmente é vermelho, mas não tem nada haver. É por que ela adora essa cor.

Mas ela também sabe fingir. Vai fingir não se importar, ser forte, ser esperta. Vai fingir até que não precisa de você, mesmo quando ela estiver com trinta e nova de febre e batendo recordes de espirros por segundo. Não ligue. É porque ela não quer que você a encontre com o nariz todo vermelho, tossindo feio e com a garganta inflamada.

Ela bebe e come muito doce quando fica brava. Bebe quando quer, sem ocasiões especiais. Certo dia, saiu do trabalho puta da vida, parou num bar e pediu uma heineken. Ela ama heineken. Mas ela sabe aproveitar um belo achocolatado, também. Vai parecer durona, vez em quando. Mas é menininha, vai por mim. 

Ela não se importará em dividir a conta. Caso você proponha pagar tudo, ela não deixará, mas mesmo assim ficará feliz com a tua atitude. E com o tempo, ela deixará você pagar a conta sozinho às vezes. Muito provavelmente, em alguma quinta-feira qualquer, irá te ligar no meio do expediente só para te passar uma notícia boa e vai dizer que deseja comemorar na pizzaria predileta dela: Don Camaleone. Ela ama comemorar comendo pizza!

Ela vive num eterno questionamento sobre si. Faz besteiras e logo se arrepende. Mas acredita que todo erro existe para o aprendizado. Não a julgue por isso. Nem tente entendê-la.

quinta-feira, julho 16, 2015

A menina cheia de dúvidas

Nunca fui uma pessoa de boa sabedoria em o que fazer da vida. Sei lá. Sempre me deixei ser assim: cheia de dúvidas. Com qual cara sair? Com qual vestido vestir? Calcinha ou sem? Batom ou brilho? Como uma pizza e corro pela manhã ou como salada e durmo até tarde?

Dúvidas normais, vai.

Tenho uma queda em ser estúpida, também. Não sei pedir atenção. Já começo falando e aumento o tom até roubar alguns ouvidos. Odeio que me apressem, que me façam mais perguntas do que um juiz em um tribunal e que reclame de coisas simples, do tipo por-que-você-sempre-deixa-a-calcinha-pendurada-no-box?

Porque eu gosto.

Gosto de muita coisa até mudar de opinião. Quase nunca assumo que mudo de opinião, mas sei assumir meus erros, também. Acontece que quando erro, penso estar fazendo o certo e ao pensar assim não é errado pra mim, entende?

Tô sendo confusa demais?

Nunca fui boa em ser lida. Nunca fui fácil de interpretar. 
Tenho queda à loucura e quando estou amando viro mais porra louca ainda.

Tapo os ouvidos, abro um sorriso e um sigo errante – até eu mesma me consertar.

Por: Hugo Rodrigues.

segunda-feira, fevereiro 09, 2015

My Owl. Três. Nove.

Finalmente terminei minha coruja. 
E não passou. Doeu. Ardeu. Queimou. Inchou. Nasceu. Minha coruja linda.
Depois, parei pra ver as coincidências da vida. Tava lá tatuado na minha pele: 3 horas. A hora que nasci, meu número da sorte.

7/2, este foi dia que marquei pra finalizar a tattoo. Sete + Dois = Nove. 
Nove meses. Foi o tempo que demorei pra terminar ela. 
O tatuador finalizou e o sino da igreja do Centro de Vitória tocou, 12 horas.
Meio dia em ponto! Um + Dois = Três.

Eu não percebi na hora. Depois comecei a pensar. Nada foi feito pensado, foi uma dessas coincidências da vida. Os dois números que regem a minha história... Três e Nove. 

O que isto significa? Pode talvez não significar nada. Mas pra mim sempre vai haver a dúvida... Porquê é sempre três ou nove?