quarta-feira, agosto 29, 2012

O sonho do homem dos seus sonhos.

Ele me faz massagens quando eu peço. Mas aceita fazer caso eu prometa recompensá-lo depois. Ele trabalha, estuda, malha e ainda arruma tempo para me amar e me  chamar pra sair. Às vezes, eu penso como é louco o amor. No começo, eu passava horas pensando no melhor assunto para conversar com ele. No primeiro encontro, eu passei quase duas horas inteiras me arrumando. Coloquei minha melhor roupa e me encharquei com meu melhor perfume só para agradá-lo. Hoje, ele me acha linda de pijama e descabelada.
Ele me espera. Ele fica ansioso para me ver. E me liga só para dizer que está com saudades. Ele diz que ama e que morre de tesão por mim, também. Ele me faz carinhos e arranhões que nunca tive. E me beija o corpo inteiro. E quando briga comigo por ciúmes é por medo de me perder. Ele é perfeito, mas não sabe. O meu lado possessivo até acha isso bom. Porque no dia que ele perceber que ele é dez mil vezes melhor do que qualquer homem nesse mundo, vai querer outra mulher dez mil vezes melhor do que eu. E há várias mulheres perfeitas por aí. Mas não sei como, ele se encantou por meu olhar, meus beijos e minhas besteiras.
Bendita a sorte a minha. Até hoje não sei o que falei para ter roubado a atenção dele. E, se um dia descobrir, falarei o dia inteiro. Tento tratá-lo como um rei (na maioria das vezes) tendo a certeza de que não sou merecedora de um lugar em teu altar. E ele me trata (sempre) como uma rainha. Eu me esforço tanto que ele acha graça até das minhas imperfeições.
É a sorte de ser o sonho do homem dos seus sonhos. 

terça-feira, agosto 21, 2012

vinte e um x 2




Escrevo como se fosse dona da verdade, ajo como se fosse dona do mundo, na realidade, mal sou dona de mim. Você sabe. 
Você sempre soube que a minha mania de saber de tudo, era só pra disfarçar o quanto eu não sei de nada. Você sempre sabe quando eu percebo que tô errada e a gente ri, porque eu (quase) nunca dou o braço a torcer. E sabe, talvez, porque você também era assim. Aprendi contigo muitas coisas, uma delas foi a pedir desculpas. Mesmo sem jeito, mesmo entre os dentes, mesmo aquele “Eu tô certa, que fique claro, mas desculpa aí, fui grossa”. E você sempre se desculpa, sempre, ainda que entre os dentes também. Ninguém sabe contar piadas sem graça tão bem quanto você. Sua mania, além de me irritar e me fazer bem, é ficar me descrevendo como se conhecesse mais que eu. E, às vezes, eu acho que conhece mesmo.
Hoje nós rimos, mas o começo foi complicado. Ele sabia que eu era uma garota-problema. Mas ele quis. Quer? Então pega. Pega por inteiro. Minha parte boa, minha parte chata, minha parte cinza-chumbo. Crise de tpm, crise existencial, crise de riso, crise de choro. Não queira só um lado ou só algumas partes. Se quiser (quer mesmo?), queira tudo. Completa e complicada. Simples e confusa. Dramática e exagerada. Não gosto de partes, gosto da coisa inteira. Metades não me agradam. Não me atraem. Não me satisfazem. Se eu te quero, quero 100%. Inteirinho. Com teu lado cretino e bonzinho. Com teu jeito arrogante e descontrolado. Tua doçura e acidez. Não me vem com mais ou menos. Nem vem. Comigo é tudo ou nada. Mesmo. Quer? E ele quis. Quis todas as partes e quer até hoje. 

P.S.: Na foto trecho de 'Madrugada' de Caio Fernando Abreu, ele narra nosso primeiro encontro do dia 21 de Agosto de 2010 com perfeição.

segunda-feira, agosto 20, 2012

Só sei que foi assim...

E, de repente, eu senti a leveza de me interessar por outro alguém. Sem passado pesando, sem presente passando despercebido. Fiquei feliz, não em começar uma possível nova história, nem em, quem sabe dessa vez, acertar. Não tava surtando e 
planejando um futuro lindo, com filhos correndo pela casa e cachorro no quintal, com o cara que eu mal conheço. Nada de planos bonitos, que sempre acabam rasgados pelo chão. Era um interesse simples, era pele, olhos nos olhos, arrepio, nada demais. O que me fazia sorrir de canto a canto era eu estar andando na direção de um outro alguém, sem me sentir acorrentada a nada e a mais ninguém. Sem nenhuma expectativa e nenhuma obrigação. Não tava ali pra adormecer minha dor por umas horas, não tava distraindo minha saudade. Tava ali e só, ficando bem, sem forçar. O ponto não era o novo cara, entende? Era meu reabrir de asas. Revoei.

Marcella Fernanda

sexta-feira, agosto 10, 2012

Agosto, mês do desgosto.

"Para atravessar agosto é preciso, antes de tudo, paciência e fé. Paciência para cruzar os dias sem se deixar esmagar por eles, mesmo que nada aconteça de mau; fé para estar seguro, o tempo todo, que chegará setembro – e também certa não-fé, para não ligar a mínima às negras lendas deste mês de cachorro louco." 
CAF